António Pinho Vargas – O Lugar da Reflexão

António Pinho Vargas – O Lugar da Reflexão

António Pinho Vargas - 75 Anos

António Pinho Vargas – O Lugar da Reflexão

António Pinho Vargas – O Lugar da Reflexão

António Pinho Vargas - 75 Anos

A RTP Antena 2 assinala o 75º aniversário de António Pinho Vargas que se cumpre a 15 de agosto, com a transmissão, em cinco episódios, de uma longa conversa do compositor com Mafalda Serrano.
Ao longo desta semana, de 10 a 14 de agosto, sempre pelas 15h00, a voz de António Pinho Vargas partilha episódios do seu percurso de vida, recorda peças musicais e músicos marcantes com que se cruzou, recorda a criação de obras suas.

António Pinho Vargas — 75 Anos
Cartografia de uma Escuta

Uma viagem pela sua vida e pela sua obra, mas também pelas ideias, experiências e escutas que as atravessam. Uma homenagem a um autor incontornável, procurando ouvir, para além das obras, o pensamento, a voz e a vida que lhes dão origem.

5º Episódio – O Lugar da Reflexão

No quinto e último episódio, regressamos ao percurso de António Pinho Vargas — compositor, pianista, professor, investigador e pensador — para nele reconhecer a obra cuja dimensão se prolonga muito para além do seu tempo: uma música em permanente diálogo com a memória, a história e o presente, mas que permanece sempre em aberto.
António Pinho Vargas acompanha-nos ao lugar da reflexão que busca o sentido em aberto, uma ética do pensamento e da escuta, onde a música é habitada pela história , experiência e consciência crítica. Esta dimensão está presente na sua obra e na sua tese Música e Poder: para uma sociologia da ausência da música portuguesa no contexto europeu – uma investigação em curso onde a reflexão sobre a música se cruza com as condições históricas e culturais da sua existência.
Chegamos ao lugar da reflexão também através da imagem de um abraço: um gesto de encontro entre tempos, linguagens, memória e presente; entre a experiência individual e a experiência partilhada.
Ao terminar esta Cartografia de uma Escuta, celebramos não apenas 75 anos de vida e criação, mas a perenidade de uma obra que continua a interrogar-nos — porque, em António Pinho Vargas, escutar, interpretar e pensar a música é também uma forma de a manter viva.
Mafalda Serrano