Johannes Brahms é o Compositor do Mês em abril. De segunda a sexta-feira na Antena 2, vamos ouvir música sua nas emissões diárias, em edições especiais ou em programas como A Nossa Orquestra, A propósito da Música, entre outros. E todas as quartas-feiras acompanhamos um percurso pela vida e obra do compositor, conduzido por Pedro Ramos.
Brahms II – Os Schumann
Brahms conhece os Schumann por intermédio de Joseph Joachim, o Geigenkönig (o rei do violino).

Johannes Brahms (sentado) com Joseph Joachim, Klagenfurt, 1867 @ Instituto Brahms da Academia de Música de Lübeck
Foi graças a este encontro que a carreira de Brahms ganhou uma projeção internacional fulminante, após a publicação do artigo Neue Bahnen (novos caminhos), de Robert Schumann, onde o já estabelecido compositor se referia ao jovem Johannes como uma figura messiânica e sendo o único capaz de continuar o legado de Beethoven.
Tinha 20 anos quando se deu o auspicioso encontro. Só aos 43 publicaria a sua primeira sinfonia. Um sucesso imediato, apelidado de “a Décima de Beethoven”, que viria a consumar as profecias de Schumann.
Brahms manteve uma relação de confidente com Clara Schumann que originou muitas especulações entre historiadores. Sabemos que eram confidentes, que Brahms como que necessitava do aval de Clara antes de publicar qualquer partitura, trocaram cartas efusivas, mas também, depois da morte de Robert, decidiram seguir caminhos separados, mesmo mantendo uma estreita amizade.
Pedro Ramos