Depois de ser premiado no DocLisboa 2026 (com o filme A Voz de Todos – Jornal do Fundão) e no momento em que está a finalizar uma nova longa de ficção (‘Cofre 8’), conversa com Pedro Dias de Almeida, em Memórias Futuras, sobre o percurso do cineasta nascido em Lisboa em 1959.
Manuel Mozos. A voz (e a imagem) dos arquivos
O seu filme A Voz de Todos – Jornal do Fundão venceu o prémio de Melhor Filme da Competição Portuguesa do festival DocLisboa 2026. É uma abordagem original, a partir dos arquivos de várias décadas, à história e força desse título histórico da imprensa portuguesa, grande referência quando se fala de jornalismo regional em Portugal.
Os arquivos têm sido uma constante no percurso de Manuel Mozos, que há mais de 20 anos trabalha no Arquivo Nacional das Imagens em Movimento – pesquisando, organizando e restaurando filmes do acervo da Cinemateca Portuguesa.
Como realizador, o seu trabalho tem-se dividido entre documentário (muitas vezes sobre o cinema em Portugal) e a ficção (com destaque para Xavier, Quando Troveja e Ramiro, a longa mais recente, de 2018).
Praticamente pronto para estrear está um novo filme de ficção, Cofre 8, em que o realizador regressa a um tema que já tratou em documentários: a censura em Portugal. Nesta entrevista, Manuel Augusto Fernandez de los Mozos fala-nos, ainda, das suas origens espanholas.
Pedro Dias de Almeida
