A consagrada ópera de Verdi volta ao palco do Met, desta vez com a direção do maestro italiano Antonello Manacorda, e nos papéis principais a soprano Lisette Oropesa, o tenor Piotr Buszewski e o barítono Luca Salsi. La Traviata faz parte da tríade operática mais conhecida de Verdi, com Rigoletto e O Trovador.
Temporada Metropolitan Opera
de Nova Iorque
28 março | 17h00
Giuseppe Verdi | La Traviata
A grande tragédia de Verdi, uma obra consagrada do repertório, comove a alma e dilacera o coração como só a ópera consegue. Uma artista cativante, Lisette Oropesa, desempenha o icónico papel de soprano de Violetta Valéry, a cortesã parisiense de destino trágico que luta pelo amor antes que o seu tempo se esgote. Esta produção de Michael Mayer, vencedor do Prémio Tony, evoca um cenário onírico que se harmoniza com a poesia e a paixão da inesquecível partitura.
A estreia mundial ocorreu em Veneza, no Teatro La Fenice, em 1853. La Traviata, de Verdi, sobreviveu a uma noite de estreia notoriamente desastrosa para se tornar uma das óperas mais amadas do repertório. Após os dramas de grande escala de Rigoletto e Il Trovatore, o seu desígnio intimista e temático inspiraram o compositor a criar algumas das suas músicas mais profundas e comoventes. O papel-título da “mulher perdida” cativou a imaginação do público e dos intérpretes com as suas inesgotáveis possibilidades vocais, dramáticas e desafiantes. Violetta é considerada um ápice do repertório para soprano.
Esta ópera em três atos tem música de Giuseppe Verdi (1813-1901) e libreto de Franceso Maria Piave (1810-1876) baseado em A Dama das Camélias de Alexandre Dumas (filho). Numa notável carreira que abrangeu seis décadas, Verdi compôs 28 óperas, das quais pelo menos metade está no cerne do repertório atualmente levado aos palcos. Francesco Maria Piave foi o libretista de Verdi durante o seu produtivo período intermédio, como em Ernani , Macbeth , Rigoletto e La Forza del Destino , entre outras.
Em La Traviata , Verdi e Piave criaram uma ópera a partir de uma peça ambientada na época coeva — uma exceção na longa carreira do compositor. A Dama das Camélias, de Dumas, constitui uma reflexão sobre o caso amoroso da juventude do autor com a célebre prostituta Marie Duplessis, conhecida como uma mulher sofisticada e culta, cujos encantos e tato superavam em muito a sua posição social.
A peça ainda é encenada hoje na sua forma original e existe em diversas adaptações cinematográficas, principalmente em Camille (1936), com Greta Garbo.
A capacidade musical-dramática de Verdi em retratar o indivíduo numa relação marginalizada com a sociedade mantém esta obra como um pilar nos palcos do mundo. A amplitude vocal e emocional da personagem principal é enorme — desde a sua impactante ária do Ato I, Sempre libera degg’io, até o lamento pungente de Addio, del passato no Ato III, culminando no extenso confronto do Ato II com o pai do seu amado, Germont.
Para saber mais sobre os antecedentes e o argumento desta ópera, clicar aqui.

Transmissão em direto
a partir de The Metropolitan Opera de Nova Iorque
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Susana Valente

Ficha técnica
Violetta Valéry: Lisette Oropesa (S)
Alfredo Germont: Piotr Buszewski (T)
Giorgio Germont: Luca Salsi (BT)
Coro e Orquestra do Metropolitan
Direção de Antonello Manacorda

Fotos Met Opera