No Turbilhão (Antero de Quental)

No Turbilhão (Antero de Quental)

Letra Original:

No meu sonho desfilam as
visões,

Espectros dos meus próprios
pensamentos,

Como um bando levado p´los
ventos,

Arrebatado em vastos
turbilhões…

 

Numa espiral, de estranhas
contorções,

E donde saem gritos e
lamentos,

Vejo-as passar, em grupos
nevoentos,

Distingo-lhes, a espaços, as
feições…

 

Fantasmas de mim mesmo e da
minha alma,

Que me fitais com formidável
calma,

Levados na onda turba do
escarcéu,

 

Quem sois vós, meus irmãos e
meus algozes?

Quem sois, visões misérrimas
e atrozes?

Ai de mim! Ai de mim! e quem
sou eu?!…