Temporada de Concertos Antena 2
23 abril | 19h00
Auditório do Liceu Camões
Entrada gratuita
Algarve Jazz Collective
Desidério Lázaro, saxofone tenor
Leon Baldesberger, trompete
Miguel Martins, guitarra
Marco Martins, baixo
Maximiliano Llanos, bateria
Programa
Ante-estreia do novo disco Playground
Marco Martins – Playground
Leon Baldesberger – Ventania
Miguel Martins – Trevo
Desidério Lázaro – Summon Your Demons
Desidério Lázaro – Jungle Nightmare
Leon Baldesberger – Cantiga
Marco Martins – Zero Graus
Miguel Martins – AJC
O Algarve Jazz Collective apresenta-se no palco da Antena 2, onde em modo antestreia, dá a conhecer o seu primeiro disco intitulado Playground, um trabalho a ser lançado a 30 de abril pela MdC Records (Mákina de Cena)
Este “supergrupo” de jazz e música improvisada assume-se como um coletivo de criatividade e espontaneidade que a região há muito precisava, composto por músicos oriundos ou com fortes raízes no Algarve.
A música do coletivo é composta na sua totalidade com temas e canções originais dos seus participantes, escritas propositadamente para este projeto.
Transmissão direta
Apresentação: João Almeida
Produção: Anabela Luís, Cristina do Carmo
Desidério Lázaro | Nasceu em Faro, em 1982. Iniciou os seus estudos de flauta aos 6 anos de idade, mudando-se para o clarinete aos 10. Estudou música clássica nos conservatórios de Faro e Setúbal, onde foi aluno de Paulo Gaspar. Em 2002 ingressou no estudo da música Jazz e do saxofone no Hot Clube de Portugal, novamente com Paulo Gaspar e Pedro Moreira. Dois anos mais tarde, mudou-se para Amsterdão, onde terminou com mérito a licenciatura em Jazz no Conservatório de Amsterdão, e onde teve oportunidade de estudar com Ferdinand Povel, Jasper Blom e Dick Oatts.
Pelo caminho fez centenas de concertos por todo o país e no estrangeiro (Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria, Itália, Macau) e, a par da sua atividade como músico, leciona na Escola Superior de Música de Lisboa e Universidade Lusíada de Lisboa.
Apresenta-se em variadíssimas formações que vão desde o jazz mais tradicional a vertentes mais contemporâneas (pop, funk, fusão), tendo já tocado com nomes como Mário Laginha, Maria João, Carlos Barretto, André Fernandes, Alexandre Frazão, assim como Luís Represas, The Black Mamba, Mafalda Veiga, Carlos do Carmo e B Fachada, entre outros.
Como autor, tem apresentado os seus projetos nos principais festivais de jazz portugueses e salas de espetáculo do país. Iniciou-se nas edições discográficas em 2010 com Rotina Impermanente, e o seu trabalho mais recente é Oblivion (ASuR, 2022) tendo sempre recebido críticas favoráveis e entusiastas, assim como diversas nomeações para “disco jazz do ano”.
Leon Baldesberger | Nasceu em 1982 em Faro, começou a tocar trompete aos 9 anos e ingressou no Conservatório Regional do Algarve aos 12 anos, onde permaneceu durante 7 anos. Entre 2001 e 2007 frequentou vários workshops sob a tutela de Zé Eduardo, nos quais teve como professores expoentes da cena nova-iorquina. Em 2008 mudou-se para Zurique (Suíça), onde estudou trompete jazz na Escola Superior de Música de Zurique (ZHdK). O seu projeto de bacharelato (Meersalz) foi nomeado Best of Swiss Jazz Bachelor em 2012, e dois anos mais tarde voltou a ser avaliado com a nota máxima no concerto final de mestrado.
Trabalhou com professores como Daniel Schenker, Matthieu Michel, Chris Wiesendanger, Andreas Wulf e Kaspar Ewald. Frequentou masterclasses com Maria Schneider, Nils Petter Molvaer, Alex Sypiagin, Bob Moses, Armen Donelian, Nik Bärtsch e Andreas Vollenweider. Em 2013 foi nomeado pela ZHdK como aluno participante no encontro anual da IASJ (International Association of Schools of Jazz) liderado por David Liebman, onde teve masterclasses com Jörg Engels, Jeff Siegel e Nick Smart.
Para além de liderar o seu projeto Meersalz, com o qual lançou o seu CD de estreia Störfaktor em 2016, seguido de Odd Matters (Blue Asteroid Records) em 2019, de Grilled Orange em 2021 e NIM em 2023, participou em inúmeros projetos como a Zürich Jazz Orchestra, Lukas Brügger Jazz Orchestra, Suma Covjek, Orquestra de Jazz do Algarve e muitos mais.
Tocou com diversos músicos consagrados, entre eles Pius Baschnagel, Chris Wiesendanger, Nicolas Stocker, Tom Harrell, Miguel Martins, Raphael Jost, Dena DeRose, Zé Eduardo, David Regan, Marena Witcher, Enzo d’Aversa, Theo Kapilidis, Christoph Grab, Bruno Pedroso, Antonio Mesa e muitos outros.
Miguel Martins | O guitarrista está na vanguarda da geração jovem e criativo de músicos de jazz de Portugal. Miguel foi orientado por guitarristas de jazz de topo como Ben Monder, Jonathan Kreisberg, Phillipe Catherine, e Nguyen Lee. Distinguiu-se no início como um dos mais jovem band-líder na cena do jazz Português com o seu grupo “PORTUJAZZ” com 19 anos de idade em 1997. Em 2003, com 24 anos, Miguel mudou-se para Lisboa, determinado a mergulhar na cena do jazz e imediatamente atraiu a atenção do contrabaixista Carlos Barretto, com o qual começou a tocar junto e a realizar vários concertos em Portugal e Espanha.
Em 2004 Miguel Martins “Kaleidoscopio” foi formado com Carlos Barretto e o baterista finlandês Markku Ounaskari. Em 2007, publica seu primeiro álbum The New Comer por Klimaxrecords, considerado um dos melhores álbuns de jazz portugueses de 2007 pela revista Jazz.pt, onde Martins compôs e arranjou as suas canções com a sua visão.
Citando Wes Montgomery, Jim Hall, John Scofield e John Mclaughlin como suas principais influências, Miguel passou a criar e co-liderar a jovem e hip jazz sensação do Jazz Português Miguel Martins “Samadhi”, com o acordeonista João Frade, onde passou dois anos viajando por grandes festivais e eventos em Portugal e Espanha.
No final de 2009 mudou-se para Barcelona. Lá, Martins tocou com músicos como Llibert Fortuny, Masa Kamaguchi, Antonio Mesa, Paulinho Lemos, etc.
Em 2010/11 mudou-se para a Itália para a cidade do jazz italiano, Bolonha. Tocou e fez tours em Itália com músicos como Stefano Senni, Guglielmo Pagnozzi, John Serry, Andrea Rea, Emiliano Franco, Daniele Sorentino, Davide Garattoni, Bruno Farineli, Filippo Mignatti, Domenico Caliri, entre outros.
Em 2012, Miguel Martins mudou-se para Londres, e colocou o seu Miguel Martins Quintet na atenção da cena do jazz do Reino Unido. A banda é baseada em Londres, Martins partilha o seu projecto musical, com Brandon Allen indiscutivelmente o saxofonista tenor mais emocionante na Grã-Bretanha, o pianista Chris Jerome, o notável Ben Bastin no contrabaixo, e o baterista português Pedro Segundo. Em Londres, Martins toca tambem como freelancer com músicos como Leon Greening, Renato d’Aleio, Jonny Gee, Emiliano Franco, Christian Brewer, Andrea Trillo, Ricardo dos Santos, Larry Bartley, Nadim Teomori, Fulvio Sigurta, etc.
Em 2016, Miguel Martins & Javier Orti “Cuarteto Iberico”, com sede em Sevilha, fizeram seu primeiro disco chamado VIVEK. Um repertório de temas originais de Martins e Orti, registados sob o rótulo de prestigiada editora Blue Asteróide Records com base em Sevilha. Este disco já conta com uma transmissão pela radio nacional Espanhola Radio 3 em Discopolis, um grande programa de rádio de jazz em Espanha, como a apresentação do disco VIVEK no Teatro Central de Sevilha e no Festival Internacional de Jazz da universidade de Sevilha.
Martins tocou e gravou com músicos como Carlos Barretto, Carlos Bica, Markku Ounaskari, José Salgueiro, Jonathan Robinson, John B Arnold, Kelvin Sholar, Nelson Cascais, Brandon Allen, Neil Angilley, Sebastian Merk, John Serry, Michael Lauren, Jay Phelps, Alexandre Frazão, Ersnt Bier, Benny Lackner, Antonio Ciaca, etc. Miguel tocou em vários clubes de jazz e festivais em Portugal, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, República Checa e França.
Maximiliano Llanos | Baterista e compositor, nascido em Madrid – Espanha, filho de pais argentinos integrados em companhias profissionais de dança. Desenvolveu um interesse pela música e pelas artes do espetáculo desde muito cedo, acompanhou sempre os seus pais pelos camarins e palcos nos quais atuavam, chegando a partilhar os mesmos como músico, desde pequenas a gr
andes produções. Em jovem tocou com Nómadas, um grupo de Rock que se inspirava na sonoridade do estilo, dos anos 90. Após uma viagem que durou 6 meses pelos EUA, visitou diferentes estados do país onde desenvolveu um interesse especial com o jazz e a música do mundo. De volta a Portugal, juntamente com dois colegas de infância, inicia como um dos mentores, um grupo de reggae fusão Raspect que adquiriu uma certa notoriedade, movimentando-se por Portugal e Espanha, atuando em festivais. Devido ao interesse que trazia dos Estados Unidos pelo jazz, decide estudar a linguagem do estilo, é então que vai viver para Lisboa e dá início aos estudos na escola de Jazz Luiz Villas-Boas, onde estuda bateria durante 3 anos com Bruno Pedroso, atendendo também a outras cadeiras do curso como História do Jazz, Combo, Teoria, Treino Auditivo e Percussão Afro-Cubana com professores como Bernardo Moreira, Afonso Pais, Luís Cunha, Gonçalo Marques, Tomás Pimentel, Cesar Cardoso e Osvaldo Pegudo. Após terminar os estudos na escola do H.C.P. é aceite no curso de Jazz da Escola de Artes da Universidade de Évora onde estuda com Eduardo Lopes, Claus Nymark. Johannes Krieger, Benoit Gibson, Óscar Graça, André Fernandes, Filipe Mesquita e finaliza uma licenciatura.
No seu percurso profissional tem trabalho em estúdio e ao vivo em diversos estilos musicais com músicos como: Jorge Reis, Óscar Graça, Filipa Quintino, Ricardo Barriga, Tommy Moore, Isabel Rato, André Ferreira, Rita Maria, Hugo Alves, Diogo Vida, Miguel Martins, Áurea, Rita Red Shoes, Marisa Liz, Carolina Deslandes, Sara Afonso, Cornelius Adrianus, Zé Pedro Sequeira, Roger Benou, entre outros.
Atualmente dedica-se com maior atenção à música improvisada e contemporânea assim como participa em várias formações musicais, fazendo parte de diversos projetos artísticos tais como: O.J.A – Orquestra de Jazz do Algarve, C.A.L. Collective, Paulo Di Sousa Trio, Low Profile, M.L. Jazz Unit. É mentor, compositor e baterista de Nebuchadnezzar Group.
Desde 2019 leciona no C.P.I.J. (Curso Profissional de Instrumentista de Jazz) da EBS da Bemposta em Portimão, assim como tem vindo a realizar diversas oficinas relacionadas com a percussão tradicional portuguesa e percussão corporal.
Fotos Jorge Carmona / Inês Sioga / Antena 2
(junto às biografias)