500 anos Luís de Camões | 10 Junho

500 anos Luís de Camões | 10 Junho

Poesia, Teatro, Concertos

500 anos Luís de Camões | 10 Junho

500 anos Luís de Camões | 10 Junho

Poesia, Teatro, Concertos

A Antena 2 assinala os 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões (1524-1580) no dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e de acordo com as Comemorações oficiais do seu V Centenário.
A escolha desta data, a da morte do poeta maior, prende-se com a incerteza do local e do ano do seu nascimento, apontando alguns investigadores para 1524 ou 1525, enquanto outros sugerem diferente datação.

500 anos Luís Vaz de Camões | 10 Junho

Durante o dia 10 de junho são transmitidos alguns programas celebrando esta efeméride, numa primeira etapa comemorativa que se estende ao longo do ano.

 

10 Junho | 10h30 | 12h30 | 14h30 | 16h30 | 18h30 | 21h00
Leitura de poemas do autor de Os Lusíadas por Raquel Marinho.

Seis sonetos, da sua Lírica, sobre o amor e o desamor, temas tão caros ao poeta, e onde encontramos alguns versos emblemáticos do universo camoniano como, por exemplo “Oh! Quão caro me custa o entender-te, molesto amor” ou “Que poderei do mundo já querer, / que, naquilo em que pus tamanho amor, / não vi senão desgosto e desamor”

10h30 | [Oh quão caro me custa o entender te,]

12h30 | [Se tomar minha pena em penitência]

14h30 | [Que me quereis, perpétuas saudades?]

16h30 | [Tanto de meu estado me acho incerto,]

18h30 | [Vós que, de olhos suaves e serenos,]

21H00 | [Que poderei do mundo já querer,]

Poemas selecionados do livro Lírica de Camões – Sonetos,
autoria de Leodegário A. de Azevedo Filho, edição INCM, 1989.

 

10 Junho | 19h00

Teatro | Auto dos Anfitriões, por Luís de Camões

Produção de Alexandra Louro Almeida

Transmitido originalmente no dia 2 de junho de 1971
no programa Teatro das Comédias.
Gravação oriunda do Arquivo Histórico da Radiodifusão Portuguesa.

Adaptação para a rádio de Leopoldo Araújo
Direção de atores de Álvaro Benamor
Assistência técnica de Moreira de Carvalho
Realização radiofónica de Horácio Gonzaga

Personagens e Intérpretes
Anfitrião: Ruy de Carvalho
Alcmena: Carmen Dolores
Sósia: Canto e Castro
Brómia: Ângela Ribeiro
Belferrão: Branco Alves
Aurélio: Carlos Rosa
Júpiter: Álvaro Benamor
Mercúrio: Morais e Castro
Feliseu: Alexandre Vieira
Calisto: Igor Sampaio

Luís Vaz de Camões é uma das maiores figuras da literatura lusófona e um dos grandes poetas da tradição ocidental. A sua obra mais conhecida é a epopeia Os Lusíadas. Crê-se que terá nascido em Lisboa em 1524, assinalando-se em 2024 os 500 anos sobre a data do seu nascimento. Luís de Camões terá falecido a 10 de junho de 1579 ou 1580, em Lisboa. Logo após a morte a sua obra lírica foi reunida na coletânea Rimas, tendo deixado também três obras de teatro cómico: o Auto dos Enfatriões ou Anfitriões, o Auto d’El Rei Seleuco e a Comédia de Filodemo. O amor é o tema base presente nestas três peças.
Os Anfitriões, transmitida neste dia 10 de junho, é uma comédia em forma de auto, trabalhada ao estilo vicentino. Publicado em 1587, o Auto dos Anfitriões dramatiza o mito do nascimento de Hércules e é uma adaptação de Amphitryon de Plauto. Segundo a mitologia, o herói Hércules é fruto da paixão de Júpiter por Alcmena, uma mulher casada e honrada que aquele consegue enganar fazendo-se passar, de aspeto, pelo marido, o general Anfitrião, ausente na guerra. A trama da peça intensifica-se com a chegada de Anfitrião, que se apercebe da traição de que foi vítima. Este acaba por se conformar perante a inocência de Alcmena e a omnipotência de Júpiter. O tema de Anfitrião foi abordado por inúmeros autores, tanto na literatura como no teatro, desde o Século VI antes de Cristo até à atualidade.

 

Domingo |  9 Junho | 16h00-18h00
Música Aeterna
por João Chambers

Os 500 anos sobre o nascimento de Camões, explicitados mediante a recitação, por Luís Miguel Cintra, das Dez Canções, obra-prima da nossa lírica maneirista, que integraram a primeira edição, de 1595, das suas Rimas, e de repertório de Francisco de Santa Maria, Pedro de Cristo e de autores anónimos.

 

E ainda, um ciclo dedicado a Camões no Concerto Aberto 
com realização de Andrea Lupi

Concerto Aberto | 12 Junho | 19h00
Gravação de 1965

Germana de Medeiros, soprano
Manuela Menano, piano

Jorge Croner de Vasconcellos – 3 Redondilhas de Camões

Fernando Serafim, tenor
Filipe Pires, piano

Filipe Pires – 2 Redondilhas de Camões

 

Concerto Aberto | 13 Junho | 19h00
Gravação de 1965

Hugo Casaes, barítono
Maria Antónia Saldanha Azevedo, piano

Joly Braga SantosO céu, a terra e o vento sossegado, poema de Camões

Grupo Vocal Feminino Harmonia
Friedrich Wilhelm Verner, direção

Luís de Freitas BrancoOito redondilhas para vozes a capella

 

Concerto Aberto | 14 Junho | 19h00
Gravação de 1967

Coro Gulbenkian
Pierre Salzmann, direção

Fernando Lopes GraçaTrês Líricas Castelhanas de Camões

 

Concerto Aberto | 19, 21, 24 e 25 Junho | 19h00
Gravação do Concerto Camoniano,
realizado a 25 de outubro de 1980 no Teatro São Luiz em Lisboa,
promovido pela CML e RDP
Do Arquivo Histórico da Rádio e Televisão de Portugal

[19 Junho]

Orquestra Sinfónica da RDP
Direção de Silva Pereira

Ruy CoelhoSinfonia Camoniana nº 2 – Prólogo

[21 Junho]

Vitor Costa, tenor
Orquestra Sinfónica da RDP
Direção de Silva Pereira

Luís Vaz de Camões / Manuel Ivo CruzOs Amores do Poeta  

– Se Helena Apartar (Retrato)
– Vida da Minha Alma (Confidencia)
– Da Alma e de Quanto Tiver (Paixão)
– De Atormentado e Perdido (Queixa)
– Ai de Mim Mas Vos Ai (Dor)
– Aquela Triste e Leda Madrugada (Separação)
– Tudo Pode Uma Afeição (Omnipotencia)
– As Namoradas Sombras (Hymnus)

[24 Junho]

Orquestra Sinfónica da RDP
Direção de Silva Pereira

José Vianna da MottaSinfonia à Pátria Op.13 

– Adágio Molto
– Vivace Scherzo

[25 Junho] 
Estreia absoluta da peça encomendada a Joly Braga Santos
para o concerto de outubro de 1980

Maria Pilar Catasa, soprano
Orfeón de Pamplona [Coro]
Varela Silva, ator
Orquestra Sinfónica da RDP
Direção de Silva Pereira

Luís Vaz de Camões / Joly Braga SantosBabel e Sião op. 59 

– Introdução Orquestral
– Babel e Sião
– Salmo CXXXVII