Nos últimos meses, Portugal foi varrido por tempestades que deixaram feridas visíveis no nosso território. Ventos fortes e chuvas intensas danificaram edifícios históricos, espaços culturais, florestas e lugares que guardam a memória de quem somos. O concerto Depois da Tempestade reuniu no passado dia 11 de abril, no Palácio Nacional de Mafra, sete artistas reunidos num gesto de solidariedade, numa noite que atravessou o fado, o jazz, a música clássica e popular, .
Este concerto promoveu um apoio direto às comunidades afetadas. E uma parte dos fundos recolhidos será destinada a associações, artistas e comunidades locais que queiram usar a música e a cultura como ferramentas de reconstrução. Os donativos podem continuar ser feitos acedendo à plataforma ppl.pt.
O concerto foi coorganizado pela Câmara Municipal de Mafra e pelo Centro Europeu de Música (CEM), com o apoio da Europa Nostra, European Heritage Hub, Centro Nacional de Cultura e da RTP Antena 2.
Pode escutar a atuação da harpista Maria Sá Silva esta terça feira, dia 21, pelas 11h00, em antena, ou aqui:
Maria Sá Silva iniciou os seus estudos musicais aos sete anos no Conservatório de Música do Porto, prosseguindo a sua formação em Performance Musical na Civica Scuola di Musica Claudio Abbado (Milão), sob a orientação de Irina Zingg.
Reconhecida internacionalmente, conquistou já diversos prémios em Espanha, França, Itália e México, colaborando com orquestras em Portugal, Reino Unido, Brasil e Itália, e participou na gravação da banda sonora do filme Agadah, premiado no Festival de Veneza.
Como solista, apresentou-se em salas de renome como a Casa da Música (Porto), Pinacoteca di Brera e Auditorium Latuada (Milão), Guildhall School of Music (Londres), Museo Teatrale La Scala (Milão), Centro Cultural de Belém (Lisboa) e CSO Ada Ankara(Turquia). Foi a primeira harpista portuguesa a ser premiada no World Harp Competition, na Holanda, um dos mais prestigiados concursos internacionais de harpa.
No seu mais recente projeto, Entre Cordas: Eco de Paredes, uma homenagem a Carlos Paredes, explora a interpretação de obras de guitarra portuguesa na harpa, evidenciando a versatilidade do instrumento, a riqueza das experiências sonoras e a dimensão inovadora do seu trabalho artístico.