No passado dia 11 de abril o concerto Depois da Tempestade reuniu, no Palácio Nacional de Mafra, sete artistas reunidos num gesto de solidariedade. O concerto promoveu um apoio direto às comunidades afetadas. E uma parte dos fundos recolhidos será destinada a associações, artistas e comunidades locais que queiram usar a música e a cultura como ferramentas de reconstrução. Os donativos podem continuar ser feitos acedendo à plataforma ppl.pt.
Pode escutar a atuação do acordeonista Vitor Pastor esta terça-feira, dia 28, pelas 13h00, em antena, ou aqui:
Entre os músicos que aturaram em Mafra estava Vitor Pastor, que iniciou os estudos de acordeão aos dez anos com o seu pai, Sérgio Pastor. Aos treze anos ingressou no Instituto de Música Vitorino Matono, em Lisboa, onde estudou com o conceituado professor Aníbal Freire, conquistando oito prémios nacionais e quatro internacionais.
Desenvolveu parte significativa do seu aperfeiçoamento artístico através de estudos privados com o professor italiano Pietro Roffi, com quem estudou durante os anos de 2024 e 2025. No âmbito dessas formações, participou em masterclasses intensivas, tendo também trabalhado com o pianista Alessandro Stella, aprofundando repertório clássico, barroco e contemporâneo, consolidando a sua técnica e nível interpretativo.
Em 2025, consagrou-se vencedor do Concurso Internacional de Acordeão de Mons (Bélgica) na categoria Master, e conquistou novamente o primeiro lugar no concurso internacional Italia Award. Mais recentemente, na 78ª Coupe Mundial de Acordeão, em Sarajevo, alcançou o segundo prémio na categoria Sénior Clássico, sendo o primeiro acordeonista português a alcançar tão relevante classificação neste concurso. Em 2026, foi distinguido no Concurso Folefest com o primeiro prémio na Categoria D e o prémio de Melhor Intérprete.