Nos últimos meses, Portugal foi varrido por tempestades que deixaram feridas visíveis no nosso território. A tempestade Kristin foi apenas uma de muitas. Ventos fortes e chuvas intensas danificaram edifícios históricos, espaços culturais, florestas e lugares que guardam a memória de quem somos. Mas o que a tempestade não consegue destruir são as raízes. E é a partir delas que queremos reconstruir.
O concerto “Depois da Tempestade” reúne no Palácio Nacional de Mafra — Património Mundial da UNESCO — oito artistas extraordinários que representam o melhor da música portuguesa e internacional:
- Maria Sá Silva (harpista)
- Stella Almondo (pianista)
- João Dionísio (acordeonista)
- Vitor Pastor (acordeonista)
- Etsuko Hirose (pianista)
- Mário Laginha (pianista)
- Katia Guerreiro (cantora)
Uma noite que atravessa o fado, o jazz, a música clássica e popular. Oito vozes e instrumentos para um único gesto de solidariedade.
A noite desenvolve-se em três momentos:
A Tempestade. Música que reconhece a força da natureza e a fragilidade do que construímos.
O Silêncio. Um instante de reflexão coletiva sobre a perda, a memória e o valor do que preservamos.
A Reconstrução. Uma celebração vibrante de resiliência. No final deste momento, será feito um convite ao donativo voluntário — um gesto simbólico e coletivo de quem está presente.
Entrada gratuita. Porque a solidariedade não tem preço de bilhete.
Esta campanha não financia a produção do concerto — essa responsabilidade é assumida pelos co-organizadores e parceiros institucionais. Os fundos angariados têm um destino externo e verificável:
Apoio direto às comunidades afetadas. Em parceria com organizações humanitárias de referência, os fundos chegam às famílias e comunidades que perderam mais com as tempestades.
Projetos de resiliência cultural — uma parte dos fundos será destinada a um call for projects aberto a associações, artistas e comunidades locais que queiram usar a música e a cultura como ferramentas de reconstrução. Porque a resiliência não é só reparar paredes — é reacender o que nos une.
Os parceiros institucionais de destino dos fundos serão anunciados antes do lançamento oficial da campanha.
Este concerto conta com o apoio da Europa Nostra, do European Heritage Hub, do Centro Nacional de Cultura, da RTP Antena 2 e da Câmara Municipal de Mafra. Uma rede de instituições que acredita que a cultura é a primeira linha de reconstrução.
O concerto é co-organizado pela Câmara Municipal de Mafra e pelo Centro Europeu de Música (CEM), com o apoio da Europa Nostra, European Heritage Hub, Centro Nacional de Cultura e a RTP Antena 2.
Donativos em ppl.pt
O concerto tem lugar a 11 de abril. Mas a reconstrução começa hoje. Ao apoiar esta campanha antes do concerto, torna-se co-criador deste momento. Não é apenas público — é parte da resposta. Se não puder estar em Mafra, o seu apoio estará lá.
Recompensas
| Valor | Recompensa |
| 5€ | Co-criador – o seu nome na lista de apoiantes online |
| 15€ | Bastidores – acesso a conteúdo exclusivo do concerto |
| 30€ | Voz pública – menção de agradecimento nas redes sociais do evento |
| 50€ | Encontro – convite para sessão pós-concerto com os artistas |
| 100€+ | Créditos – nome nos créditos oficiais + pack digital comemorativo |
| 500€+ | Apoiante Fundador – presença no relatório de impacto da campanha |
Biografias
Maria Sá Silva iniciou os seus estudos musicais aos sete anos no Conservatório de Música do Porto, prosseguindo a sua formação em Performance Musical na Civica Scuola di Musica Claudio Abbado (Milão), sob a orientação da Dra. Irina Zingg.
Reconhecida internacionalmente, conquistou já diversos prémios em Espanha, França, Itália e México, colaborando com orquestras em Portugal, Reino Unido, Brasil e Itália, e participou na gravação da banda sonora do filme Agadah, premiado no Festival de Veneza. Como solista, apresentou-se em salas de renome como a Casa da Música (Porto), Pinacoteca di Brera e Auditorium Latuada (Milão), Guildhall School of Music (Londres), Museo Teatrale La Scala (Milão), Centro Cultural de Belém (Lisboa) e CSO Ada Ankara(Turquia). Foi a primeira harpista portuguesa a ser premiada no World Harp Competition, na Holanda, um dos mais prestigiados concursos internacionais de harpa.
No seu mais recente projeto, Entre Cordas: Eco de Paredes, uma homenagem a Carlos Paredes, explora a interpretação de obras de guitarra portuguesa na harpa, evidenciando a versatilidade do instrumento, a riqueza das experiências sonoras e a dimensão inovadora do seu trabalho artístico.
Com apenas 19 anos, a pianista monegasca Stella Almondo já se destacava nos palcos internacionais. Descoberta ainda muito jovem, cativou pelo seu virtuosismo exuberante aliado a uma profundidade musical aclamada pela crítica.
Stella começou a tocar piano aos 3 anos e deu o seu primeiro recital aos 10. Em 2020, tornou-se conhecida do grande público graças ao programa Prodiges, na France 2.
Aos 16 anos, foi admitida por unanimidade no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris, na turma de Marie-Josèphe Jude. Formada por Igor Lazko, teve também por mestres Philippe Bianconi, Michel Dalberto, Akiko Ebi, Marc Laforêt, Mira Marchenko, Philippe Raskin, Jacques Rouvier, Rena Shereshevskaya, Natalia Trull ou ainda Ari Vardi.
Nas últimas temporadas, tem sido convidada para atuar em inúmeros prestigiados palcos: Ópera de Monte-Carlo, Salle Gaveau e Salle Cortot em Paris, Ópera de Reims, Festival de la Grange de Meslay, Printemps des Arts de Monte Carlo, Piano Folies du Touquet, Nuits Musicales du Suquet e Heures Musicales de Biot. Tem participado igualmente em eventos internacionais, tais como o Monte-Carlo Gala for Planetary Health, em eventos organizados pelas fundações do Príncipe Alberto II e da Princesa Charlène de Mónaco, no Palácio Principesco e no Grimaldi Forum. Ainda com 16 anos, atuou no Hôtel Hermitage, no Mónaco, num concerto transmitido pela Radio Classique. Em 2023 e 2024, gravou dois recitais na Salle Gaveau, recitais transmitidos pelos canais C8, Canal+, Deutsche Grammophon+, Olympia TV e Mezzo.
Como solista, tem sido convidada a tocar com a Orquestra Nacional de Cannes, a Orquestra Sinfónica de Helsingborg e a Slovak Sinfonietta, interpretando um vasto repertório concertista que vai de Mozart e Beethoven a Mendelssohn, Saint-Saëns e Rachmaninoff.
Intérprete de câmara muito procurada, Stella colabora regularmente com artistas de renome, como Gautier Capuçon, o Quarteto Modigliani ou ainda Théo e Pierre Fouchenneret. Participa, nomeadamente, no festival «Un Été en France» ao lado de Gautier Capuçon.
Vencedora do prestigiado Prémio Maria Callas na categoria «Best Music Talent» (2021), recebeu também o Primeiro Grande Prémio no XX.º Concurso Internacional Scriabin em Paris (2022). Em 2023, foi nomeada Young Steinway Artist e atuou em Hamburgo num recital transmitido em direto no SpirioCast.
O seu primeiro álbum, “Passion” (Naïve/Believe, 2024), dedicado a Blumenfeld, Rachmaninov e Scriabin, ultrapassou a marca de um milhão de audições em quatro meses e recebeu críticas muito positivas. O seu segundo álbum, de homenagem a Liszt, será lançado em 2026.
João Dionísio nasceu em Sintra no ano de 2010. Começou os seus estudos musicais em 2017 na Academia de Música de Alcoitão. Em 2021 foi admitido no instrumento acordeão, na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, onde frequenta a classe do professor Paulo Jorge Ferreira.
Participou no Concurso Folefest em 2023, onde obteve o primeiro prémio da categoria A e também o prémio de melhor intérprete, tendo no mesmo ano sido segundo classificado no Concurso Jovem. Com, promovido pelos conservatórios oficiais de música. Em 2024 participou no programa televisivo Got Talent Portugal, onde chegou à fase de apuramento, e voltou a destacar-se no Concurso Folefest, obtendo o primeiro prémio da categoria B e o prémio de melhor intérprete. Ainda em 2024, foi vencedor do 6.º Concurso Nacional de Interpretação Contemporânea (categoria básico) e conquistou o 3.º prémio no Concurso Internacional PIF Castelfidardo (categoria B), em Itália. Em 2025, com o antiDuoto (violino e acordeão), venceu o prémio de música de câmara (nível médio) no Concurso Folefest, tendo também conquistado o 2.º prémio no Concurso Internacional de Acordeão de Pula (categoria C2), na Croácia. Mais recentemente, em 2026, venceu o primeiro prémio da categoria C no Concurso Folefest.
Frequentou masterclasses com os acordeonistas Paulo Jorge Ferreira, Samuele Telari, José Valente, Ivan Šverko, João Barradas, Geir Draugsvoll, Xu Xiaonan e Maciej Frąckiewicz.
Vítor Pastor iniciou os estudos de acordeão aos dez anos com o seu pai, Sérgio Pastor. Aos treze anos ingressou no Instituto de Música Vitorino Matono, em Lisboa, onde estudou com o conceituado professor Aníbal Freire, conquistando oito prémios nacionais e quatro internacionais.
Em 2024, conquistou o título de “Primo Absoluto” nas categorias “Sénior Clássica” e “Sénior Virtuoso” do Prémio em Itália e em Portugal obteve o “Primeiro Absoluto” nas categorias “Sénior Variété”, “Solista Livre Clássico”, 8º Concurso Internacional /27º Troféu Nacional de Acordeão (Alcobaça). Foi convidado especial do Festival “Goldencup Accordion Art Week” na China. Em 2024, participou pela primeira vez na 77ª Coupe Mundial de Acordeão, em Castelfidardo, conquistando um honroso segundo prémio na categoria “Master”. Na mesma cidade, obteve o segundo prémio na categoria Clássica D e o terceiro prémio na categoria Sénior Virtuoso, no 49.º Prémio Internacional de Fisarmonica. Em Cevo (Itália) foi o vencedor da categoria Sénior Virtuoso e obteve o segundo lugar na categoria Sénior Clássico no 2.º Concurso Internacional de Fisarmonica Vallecamonica.
Vítor Pastor desenvolveu parte significativa do seu aperfeiçoamento artístico através de estudos privados com o professor italiano Pietro Roffi, com quem estudou durante os anos de 2024 e 2025. No âmbito dessas formações, participou em masterclasses intensivas, tendo também trabalhado com o pianista Alessandro Stella, aprofundando repertório clássico, barroco e contemporâneo, consolidando a sua técnica e nível interpretativo.
Em 2025, consagrou-se vencedor do Concurso Internacional de Acordeão de Mons (Bélgica) na categoria “Master”, e conquistou novamente o primeiro lugar no concurso internacional “Italia Award”. Mais recentemente, na 78ª Coupe Mundial de Acordeão, em Sarajevo, alcançou o segundo prémio na categoria Sénior Clássico, sendo o primeiro acordeonista português a alcançar tão relevante classificação neste concurso. Em 2026, foi distinguido no Concurso Folefest com o primeiro prémio na Categoria D e o prémio de Melhor Intérprete.
Natural de Nagoya, no Japão, Etsuko Hirose começou a estudar piano ainda muito jovem. Aos 6 anos, interpretou o Concerto n.º 26 de Mozart. Ingressou em Paris na École Normale de Musique, na turma de Germaine Mounier, e posteriormente no CNSMD, nas turmas de Bruno Rigutto, Nicholas Angelich e Christian Ivaldi para música de câmara, aperfeiçoando-se com Marie-Françoise Bucquet, Jorge Chaminé e Alfred Brendel.
Galardoada com um Primeiro Prémio de piano, é simultaneamente vencedora de prestigiados concursos internacionais — Concurso Frédéric Chopin de Moscovo, Viotti em Itália, ARD de Munique e o famoso Concurso Martha Argerich —, que lhe abrem as portas para uma notável carreira internacional. Convidada a atuar em salas de concerto de prestígio — Herkulessaal de Munique, Kennedy Center em Washington, Teatro Colón de Buenos Aires, Suntory Hall em Tóquio… —, atuou ao lado de orquestras de grande renome — Orquestra da Rádio da Baviera, Sinfonia Varsovia, Filarmónica de Moscovo, Orquestra Filarmónica dos Urais, Orquestra da NHK —, sob a direção de maestros como Charles Dutoit, Marcello Viotti, Augustin Dumay, Fayçal Karoui, Dmitri Liss e Jacek Kaspszyk.
Aclamada em La Roque d’Anthéron, no festival La Folle Journée de Nantes, em Tóquio, Bilbau e Varsóvia, no Lisztomanias, no Beethovenfest de Bona e no festival Chopin de Bagatelle, participa também nos festivais de Martha Argerich no Japão, em Taiwan e na Itália, partilhando o palco com grandes artistas como Mischa Maisky, Henri Demarquette, Tatiana Vassilieva, Gérard Caussé, Fanny Clamagirand, Pascal Moraguès, Romain Guyot, Maurice Bourgue ou Cyprien Katsaris. As suas atuações são regularmente transmitidas na Arte, France Musique e Radio-Classique, e a sua discografia inclui vários discos gravados pela Denon, Piano21, Danacord e Mirare — editora sob a qual foram lançados um recital de Chopin, os concertos de Liszt e Schumann com a Orquestra de Pau Pays de Béarn, dois recitais de Balakirev e Lyapunov (Estudos de Execução Transcendente) e, mais recentemente, a magistral transcrição para piano solo da 9.ª Sinfonia de Beethoven por Friedrich Kalkbrenner. Após um álbum muito aclamado com obras para piano de Pancho Vladigerov, lançado pela editora Mirare, o seu último disco, «Scheherazade», foi lançado pela Danacord no outono de 2024.

© Márcia Lessa
Com uma carreira de quatro décadas, Mário Laginha tem sido sobretudo conotado com o mundo do jazz. Mas a sua música passa igualmente pelas sonoridades brasileiras, indianas, africanas, pela pop e o rock, e pelas bases clássicas que o formaram.
O seu percurso tem sido de partilha constante com outros músicos e criadores. Desde logo, com Maria João, com quem gravou mais de uma dezena de discos, mas também com os pianistas Pedro Burmester e Bernardo Sassetti, o cantor Camané, e, claro, os músicos que compõem os seus dois trios: Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), do Mário Laginha Trio; Julian Argüelles (saxofone) e Helge Norbakken (percussão), do LAN Trio.
Tocou e gravou com músicos como Trilok Gurtu, Gilberto Gil, Lenine, Ralph Towner, Manu Katché, Howard Johnson, Django Bates, André Mehmari, Hamilton de Holanda, Wolfgang Muthspiel, Armando Marçal, Dino Saluzzi, Kai Eckhardt, Tcheka, entre outros.
Com uma sólida formação clássica, Mário Laginha compôs para várias formações, incluindo a Big Band da Rádio de Hamburgo, a Big Band da Rádio de Frankfurt, a Orquestra Filarmônica de Hanôver, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Remix Ensemble, o Drumming Grupo de Percussão e a Orquestra Sinfónica do Porto. Além disso, também compõe para cinema e teatro.
Em Dezembro de 2024, Mário Laginha foi o artista em destaque na Spotlight Series da Berklee College of Music (Boston, EUA).
Em Fevereiro de 2026 edita o seu segundo álbum a solo “Retorno”, que sucede ao “Canções em Fugas”, ambos editados também em livro com as partituras que compõem os dois discos.
Katia Guerreiro nasceu na África do Sul e muda-se, ainda criança, para a ilha de São Miguel, nos Açores. Aos 15 anos, inicia o seu percurso musical a tocar viola da terra (instrumento tradicional do Arquipélago) no Rancho Folclórico de Santa Cecília. Lisboa, anos mais tarde, será o seu próximo destino, onde frequenta o curso de Medicina, concluído em 2000. Durante esses anos académicos, mantém, no entanto, uma intensa ligação à música: primeiro como vocalista de uma banda de rock dos anos 60, Os Charruas, e mais tarde pela mão de João Mário Veiga, em carismáticas tertúlias e serões de Fado da Capital.
E é em 2000 que tem início a sua carreira musical no fado, quando se apresenta no concerto de homenagem a Amália Rodrigues, no Coliseu de Lisboa. Na altura, tanto a crítica como o público rendem-se à sua interpretação de “Amor de Mel, Amor de Fel” e de “Barco Negro”, tendo sido considerada a melhor atuação da noite.
Na sua discografia conta com “Fado Maior” (2001), “Nas Mãos do Fado” (2003), “Tudo ou Nada” (2004), “Fado” (2008), “Os Fados do Fado” (2009), “Até ao Fim” (2014), “Sempre” (2018) e “Mistura” (2022). Completou em outubro de 2025 os seus 25 anos de carreira e leva desde então a palco concertos comemorativos desta viagem artística, nunca repetindo repertório e visitando temas marcantes da sua carreira bem como os novos singles lançados desde o ano passado.
Aceitou o convite para o cargo de Comissária da Ponta Delgada 2026 – Capital Portuguesa da Cultura, voltando assim às suas raízes, e contribuindo com a sua experiência para um ano com uma programação de excelência no território, desenvolvendo projetos de continuidade que permitam uma valorização da cultura regional.