Festival Jovens Músicos 2026
5ª feira | 17 Setembro
18h00 | Grande Auditório
Entrada livre
(mediante o levantamento de ingresso na bilheteira
da Fundação Gulbenkian e sujeita à lotação da sala)
Concerto de Homenagem a Maria Teresa de Macedo,
Comemoração do 100º aniversário da Presidente Honorária do PJM.
Quarteto Tágide
Vicente Sobral, violino; Ana Sofia Faria, violino; Raquel Agostinho, viola; Ester Santos, violoncelo (em substituição de Inérzio Macome)
Cecília Quartet
Maxence Mouriès, violino; Margarida Campos, violino; Filipa Rodrigues, viola; Bernardo Ferreira, violoncelo
Irene Lima, violoncelo
Programa
Franz Schubert – Quinteto de cordas em dó maior, D.956
I. Allegro ma non troppo
II. Adagio
Felix Mendelssohn – Octeto em mi bemol maior, Op.20
Figura incontornável do ensino da música no nosso país, Maria Teresa de Macedo – Presidente Honorária do Júri PJM, acaba de celebrar o seu centésimo aniversário. O Festival Jovens Músicos associa-se a esta celebração dedicando-lhe um recital centrado em obras de dois dos seus compositores de eleição, Schubert e Mendelssohn.
As obras são interpretadas por dois quartetos formados por músicos laureados do PJM, a quem se junta outra grande figura da música portuguesa, a violoncelista Irene Lima.
O Quarteto Tágide formou-se em 2022, em Lisboa. Nos violinos, é constituído por Vicente Sobral, alumnus da Royal Academy of Music, em Londres, membro do naipe de I violinos da Orquestra Sinfónica Portuguesa e concertino auxiliar da Orquestra Gulbenkian, e por Ana Sofia Faria, médica, aluna de mestrado em violino na Kungliga Musikhögskolan, em Estocolmo, e concertino da Orquestra Médica Ibérica. Na viola, conta com Raquel Agostinho, aluna da Escola de Música do Conservatório Nacional, licenciada e mestranda na Escola Superior de Música de Lisboa, e regularmente convidada para tocar com a Orquestra Municipal de Sintra, OCCO e Orquestra Gulbenkian. O quarteto completa-se com Inérzio Macome, violoncelista moçambicano, aluno do mestrado em performance no Conservatoire Royal de Mons, que colabora regularmente com a Orquestra Electroacústica do Projecto DME.
Desde a sua formação, tem sido orientado por Irene Lima, tendo tido oportunidade de contactar com destacados mentores nacionais e internacionais. Procura explorar a riqueza do repertório nacional e internacional existente para quarteto de cordas, bem como aproximar o trabalho em Música de Câmara do público mais jovem. O grupo desenvolve tembém projetos em colaboração com outros intérpretes, como formação de quinteto com Irene Lima (violoncelo) e em colaboração com a Soprano Cecília Rodrigues. Em 2024, foi premiado no I Concurso Nacional Cidade do Montijo de Música de Câmara e recebeu o 1.º prémio na categoria de Música de Câmara, Nível Superior, na 37.ª edição do Prémio Jovens Músicos.
O Cecilia Quartet, formado no Porto e constituído por Maxence Mouriès, Margarida Campos, Bernardo Ferreira e Filipa Rodrigues, foi laureado com o 2° prémio no Prémio Jovens Músicos em 2025 e no Concurso Gilberto Paiva em 2024. Recentemente selecionado para a plataforma MERITA, dentro do projeto MERITAcubed, foi elogiado como sendo “um grupo excepcionalmente promissor cuja maturidade artística, sensibilidade, e comprometimento com a criação contemporânea os distingue dentro da nova geração de músicos camerísticos Europeus” (Peter Rundell, 2025).
Uma das suas principais ambições é encomendar peças a compositores contemporâneos, expandindo o repertório para quarteto de cordas e acolhendo um diálogo frutífero entre compositores e performers. A par disso, o grupo dedica-se a redescobrir peças raramente tocadas, de autores como Ligeti e Bartok, desafiando convenções e alargando a perceção do público das possibilidades expressivas de um quarteto, nunca esquecendo a importância de explorar o repertório canónico de compositores como Mozart, Beethoven, Chostakovich, entre outros.
Irene Lima nasceu em Lisboa em 1957. A Música e o Violoncelo, que sempre fizeram parte da sua vida, tiveram como primeiros mestres Fernando Costa e Adriana de Vecchi, na Fundação Musical dos Amigos das Crianças. Mais tarde, no Conservatório Superior de Música de Paris, André Navarra foi a força que impulsionou um trabalho que perdura até os dias de hoje. Com uma carreira notável enquanto solista, Irene Lima cultivou desde cedo o gosto pela música orquestral e pela música de câmara, sendo no anonimato do fosso de orquestra de um Teatro de Ópera, o lugar onde sempre se sentiu mais feliz. Costuma expressar o quanto aprende com os seus alunos, partilhando com estes o gosto da música de câmara. Encontra a sua âncora na Beira materna e no Alentejo que elegeu, que compartilha com a sua família e amigos.
O Festival Jovens Músicos decorre em Lisboa ao longo de três dias, de 15 a 17 de setembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, com entrada livre, e este ano pela primeira vez, também com uma instalação sonora no espaço Lisboa Incomum.
Os concertos de fim de tarde e noite têm transmissão direta na RTP Antena 2 e RTP Palco, e todos os restantes eventos têm gravação para posterior transmissão em antena.