Festival Jovens Músicos 2026
5ª feira | 17 Setembro
21h00 | Grande Auditório
Entrada livre
(mediante o levantamento de ingresso na bilheteira
da Fundação Gulbenkian e sujeita à lotação da sala)
Concerto dos Solistas Laureados 2026
Solistas Laureados PJM de 2026:
Bernardo Ferreira, violoncelo
Dinis Cabrita, flauta
Gonçalo Rebelo, contrabaixo
Miguel Traquina, percussão
Vasco Grãos, guitarra
Orquestra Gulbenkian
Direção de Jean-Marc Burfin
Programa
Ruth Gipps – Song for Orchestra
[Miguel Traquina (percussão)]
Peter Klatzow – Concerto para marimba e orquestra de cordas (segundo e terceiro andamentos: II. Elegia e III. Tocata)
[Dinis Cabrita (flauta)]
André Jolivet – Concerto para flauta e orquestra de cordas (dois últimos andamentos: III. Largo e IV. Allegro risoluto)
[Vasco Grãos (guitarra)]
Heitor Villa-Lobos – Concerto para guitarra e pequena orquestra (segundo andamento e cadência: II. Andantino e Andante e Cadenza: Quasi allegro – Andante – Quasi allegro – Poco moderato)
[Gonçalo Rebelo (contrabaixo)]
Giovanni Bottesini – Concerto para contrabaixo e orquestra Nº 2 em si menor (I. Allegro moderato)
[Bernardo Ferreira (violoncelo)]
Dmitri Chostakovitch – Concerto para violoncelo e orquestra Nº 1 em mi bemol maior, Op. 107 (I. Allegretto)
Albert Roussel – Suíte do Festim da Aranha
Bernardo Ferreira, natural da Covilhã, é um violoncelista elogiado pela sua “presença tímbrica e autoridade carismática de um verdadeiro solista” (OperaClick, 2025) e vencedor do Prémio Paulo Gaio Lima (2023) e do Prémio Helena Sá e Costa (2022). Encontra-se atualmente a concluir o Mestrado em Interpretação na ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, na classe de Filipe Quaresma, e iniciou em Fevereiro o Master of Performance na Zurich University of the Arts (ZHdK), em Zurique, sob a orientação de Thomas Grossenbacher.
Paralelamente ao seu percurso académico, desenvolve uma intensa atividade profissional como membro fundador do Cecilia Quartet, membro da Gustav Mahler Jugendorchester – onde já se apresentou como solista – e violoncelista convidado do prestigiado Remix Ensemble Casa da Música. Enquanto solista, atuou com diversas orquestras, destacando-se a interpretação do Concerto para Violoncelo de Dvořák com a Orquestra Sinfónica da ESMAE, e do Concerto para Violoncelo n.º 1 de Chostakovich com a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Em dezembro de 2025, realizou ainda um recital a solo no violoncelo Domenico Montagnana que pertenceu a Guilhermina Suggia, integrado num ciclo de concertos dedicado à violoncelista portuense.
Dinis Cabrita nasceu em Lisboa em Junho de 2011, e é aluno de Marina Camponês na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (EMNSC). Iniciou os seus estudos musicais aos seis anos, na Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo (SIMPS), tendo começado por tocar trompa. Interessou-se por flauta transversal a partir de 2023, mas este instrumento rapidamente passou a ocupar um lugar central no seu percurso artístico. É bolseiro do Município de Oeiras, tendo terminado, este ano, o 9º ano do ensino articulado de música na EMNSC.
Tem desenvolvido intensa atividade como músico de orquestra, de câmara e também como solista, integrando atualmente as Bandas da SIMPS de Talaíde e as Orquestras de Sopros e Sinfónica da EMNSC. De referir, ainda, a sua participação em estágios de Verão e em masterclasses com flautistas de referência, como Nuno Inácio, Sónia Pais, Adriana Ferreira, Rute Fernandes, Rui Maia, Anabela Malarranha e Inês Alegria.
Desde 2025 tem conquistado diversos prémios nacionais e internacionais, nomeadamente, primeiro lugar no Prémio Ilda Moura; Concurso Internacional de Sopros de Oliveira de Azeméis; Concurso Internacional de sopros do Alto Minho; e Concurso de Interpretação Musical Nacional “Cultivarte”.
Gonçalo Rebelo, natural de Vila Nova de Famalicão, iniciou os estudos musicais aos dez anos no Centro de Cultura Musical, onde estudou contrabaixo com Rui Fontes e João Francisco Gonçalves. Aos 12 anos, ingressou na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE), onde frequenta o curso de Instrumentista, na classe de Contrabaixo de Rui Fontes.
Participou na Orquestra Artavinhos e integra, atualmente, a Orquestra ARTAVE, a Orquestra de Sopros ARTAVE e a Jovem Orquestra Portuguesa. Frequentou masterclasses com Thierry Barbé, Vladimir Kouznetnov, Caroline Emery, Uli Schneider, Catalin Rotaru, Cédric Carlier, Mark Morton, Jason Heath, Paloma Torrado, Marin Béa, Edmond Cheng e Adriano Aguiar.
Destacou-se em concursos nacionais e internacionais, obtendo o 1.º lugar no 7.º Concurso Internacional de Cordas, o 1.º lugar ex aequo no Concurso Nacional de Cordas Vasco Barbosa e o 1.º lugar no Concurso Internacional de Contrabaixo “Edouard Nanny” (2025). Em 2025, foi admitido na Jovem Orquestra Portuguesa e na Mahler Philharmonie Symphony Orchestra, tendo integrado, também, a lista de reservas da Royal Concertgebouw Orchestra Young. Em 2026, foi selecionado como reserva da European Union Youth Orchestra.
Miguel Traquina, nascido em Alcobaça a 3 de junho de 2003, é um percussionista descrito como um músico com uma personalidade distinta, cheia de energia, intensidade e sentido de humor. Tendo iniciado a sua carreira musical ainda jovem em Alcobaça, continuou os seus estudos em Espinho antes de deixar o país rumo à Suíça para iniciar a sua Licenciatura em Música, em 2021, na Haute École de Musique de Genève. Concluiu a licenciatura com distinção em 2024 e obteve posteriormente o grau de mestre em interpretação musical especializada com orientação para solista na mesma instituição, em 2026.
Ao longo da sua carreira, Miguel Traquina obteve várias distinções, nomeadamente, o 2º prémio no Prémio Jovens Músicos (2023); 1º prémio no Swiss Percussion Competition (2023); 3º prémio no TROMP International Percussion Competition Eindhoven (2024); 3º prémio no IPEA International Percussion Competition Shanghai (2025); e 1º prémio no Concurso Internacional de Percussão de Gondomar (2026).
Realizou, ainda, várias colaborações artísticas ao longo dos anos, nomeadamente com a Orchestre de la Suisse Romande, com a Orchestre de Chambre de Genève, com o Eklekto Geneva Percussion Center e com o Ensemble Modern de Frankfurt.
Vasco Ferreira Grãos nasceu em Portugal a 27 de dezembro de 2005 e começou os seus estudos de guitarra aos 7 anos de idade em Cantanhede. Foi aluno de André Madeira durante sete anos no Conservatório de Música de Coimbra. Em 2023 iniciou os estudos superiores de guitarra clássica com os Professores Judicaël Perroy e Carlo Marchione na Escola Superior de Música de Lille, França.
Obteve mais de 40 prémios, com 18 primeiros lugares, em concursos em mais de 10 países. Tem realizado várias atuações como solista em concertos em Portugal, Espanha e França.
Nas temporadas 1988/89/90, Jean-Marc Burfin é Maestro Assistente na Opera de Saint-Etienne e na Opera Comique em Paris. Ele também estreia muitas obras de jovens compositores em França e no Estrangeiro. Em 1990, o Ministério da Cultura atribui-lhe uma bolsa de estudo para aperfeiçoar os seus conhecimentos do repertório russo com Mariss Janssons. Tem aulas com Alexandre Dmitriev e frequenta a classe do lendário professor Ilya Musin no Conservatório Rimsky-Korsakov em São-Petersburgo. Em 1991, Jean-Marc Burfin é finalista laureado do prestigiado Concurso Internacional de Jovens Diretores de Orquestra de Besançon (França) e vencedor do Prémio Especial da Orquestra da Rádio-Televisão de Moscovo, entregue pelo seu diretor e presidente do júri Vladimir Fedosseiev.
Dirigiu numerosas orquestras tanto em França (Orquestra Colonne, Orquestra Lamoureux, Orquestra des Pays de la Loire, Orquestra de Picardie, Orquestra Sinfónica de Bayonne, Orquestra de Caen, Orquestra de Poitou-Charentes…) como no estrangeiro (Alemanha, Espanha, Itália, Rússia, Portugal…). Em 1992, gravou um CD na editora Naxos consagrado à obra de Vincent D’Indy. Na temporada 2003/2004 ocupou o cargo de Diretor Artístico da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Jean-Marc Burfin dedica uma grande parte das suas atividades à pedagogia.
Desde 1992 assume a Direção Artística e Musical da Orquestra Académica Metropolitana de Lisboa que atingiu um grau de excelência louvado pelo mundo musical português. Professor reconhecido, Jean-Marc Burfin é um dos raros maestros a ensinar direção de orquestra e formou toda uma geração de jovens diretores no âmbito do curso da Academia Nacional Superior de Orquestra de Lisboa. É também Professor de Mestrado em Direção de Orquestra na Escola Superior de Música de Lisboa.
Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de mais de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas, que pode ser expandido de acordo com as exigências de cada programa. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório, do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas podem também ser interpretadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório, em Lisboa, em cujo âmbito colabora com os maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos nacionais, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas.
No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian.
O Festival Jovens Músicos decorre em Lisboa ao longo de três dias, de 15 a 17 de setembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, com entrada livre, e este ano pela primeira vez, também com uma instalação sonora no espaço Lisboa Incomum.
Os concertos de fim de tarde e noite têm transmissão direta na RTP Antena 2 e RTP Palco, e todos os restantes eventos têm gravação para posterior transmissão em antena.