Festival Jovens Músicos 2026
4ª feira | 16 Setembro
21h00 | Grande Auditório
Transmissão direta na Antena 2 e RTP Palco
Entrada livre
(mediante o levantamento de ingresso na bilheteira
da Fundação Gulbenkian e sujeita à lotação da sala)
Concerto Jovem Músico do Ano 2025
Teresa Macedo Ferreira, viola de arco
[Laureada com o Prémio Mº Silva Pereira / Jovem Músico do Ano 2025]
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Direção de Pedro Neves
Programa
Luigi Cherubini – Abertura da ópera L’hôtellerie portugaise
Benjamin Britten – Lachrymae (reflexões sobre uma canção de Dowland)
Antonín Dvořák – Florestas Silenciosas
Joly Braga Santos – Divertimento N.º 1
Teresa Macedo Ferreira iniciou os seus estudos no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, com Dírio Alves, percorrendo depois as principais escolas europeias: licenciou-se com First Class no Royal Conservatoire of Scotland e concluiu em 2024 o Guildhall Artist Masters com distinção, na Guildhall School of Music and Drama. Estuda actualmente com Razvan Popovici.
O seu percurso orquestral inclui academias na London Symphony Orchestra (2022) e na London Philharmonic Orchestra (2023), bem como colaborações com o Scottish Ensemble e a Royal Scottish National Orchestra. É músico extra da Orquestra Casa da Música e foi chefe de naipe da Ulster Orchestra em 2025.
Esse mesmo ano revelou-se decisivo: venceu o Prémio Jovens Músicos – Viola, o Prémio Maestro Silva Pereira / Jovem Músico do Ano, o Prémio do Círculo Richard Wagner e o Auer-von-Welsbach-Preis.
Em 2026, estreou-se em festivais como o Liestal Chamber Music Summit, IMS Prussia Cove, Rencontres Musicales Camerata Lysy e SoNoro Festival. Estreou-se também como solista com a Orquestra Filarmónica de Braga e apresentou o seu primeiro recital a solo na Casa da Música. Segue-se uma estreia como solista com a Orquestra Metropolitana em setembro, e recitais em Paris, Portugal e no Reino Unido durante 2026.
Pedro Neves é atualmente Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Foi Maestro Titular da Orquestra do Algarve entre 2011 e 2013, e posteriormente, Maestro Associado da Orquestra Gulbenkian, entre 2013 e 2018. É convidado regularmente para dirigir a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra Clássica do Sul, a Orquestra Clássica da Madeira, a Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, a Orquestra Sinfónica de Porto Alegre, a Orquestra Filarmónica do Luxemburgo e a Real Filarmonia da Galiza. No âmbito da música contemporânea, tem colaborado com o Remix Ensemble Casa da Música, o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, o Síntese Grupo de Música Contemporânea e o Sond’arte Electric Ensemble, com o qual realizou estreias de vários compositores portugueses e estrangeiros, fazendo digressões pela Coreia do Sul e Japão. É fundador da Camerata Alma Mater, agrupamento dedicado à interpretação de repertório para orquestra de cordas e com a qual tem recebido uma elogiosa aceitação por parte do público e da crítica especializada.
Pedro Neves iniciou os seus estudos musicais em Águeda, sua terra natal. Estudou violoncelo com Isabel Boiça, Paulo Gaio Lima e Marçal Cervera; respetivamente, no Conservatório de Música de Aveiro, na Academia Nacional Superior de Orquestra (Lisboa) e na Escuela de Música Juan Pedro Carrero (Barcelona), com o apoio da Fundação Gulbenkian. No que respeita à Direção de Orquestra, estudou com Jean-Marc Burfin, obtendo o grau de Licenciatura na Academia Nacional Superior de Orquestra, com Emilio Pomàrico, em Milão, e com Michael Zilm, de quem foi assistente.
O resultado deste seu percurso faz com que a sua personalidade artística seja marcada pela profundidade, coerência e seriedade da interpretação musical.
A Orquestra Metropolitana de Lisboa é pedra angular de um projeto que se estende além do formato habitual de uma orquestra clássica. Quando se apresentou pela primeira vez em público a 10 de junho de 1992, anunciou o propósito de fazer confluir as missões artística, pedagógica e cívica. Estreou obras de grande parte dos compositores portugueses no ativo e, para lá da música que se reconhece na tradição clássica europeia, toca ainda outros estilos e tradições, tendo já partilhado palco com os Xutos & Pontapés, Carlos do Carmo, Rui Veloso, Mário Laginha, Tito Paris, Sérgio Godinho e muitos outros.
Entre tantos, foi dirigida pelos maestros Enrique Dimecke, Arild Remmereit, Christopher Hogwood, Theodor Guschlbauer, Emilio Pomàrico e, mais regularmente, Nicholas Kraemer, Brian Schembri (Maestro Titular em 2003/2004), Olivier Cuendet, Enrico Onofri e Michael Zilm.
Pedro Neves é, desde janeiro de 2021, Diretor Artístico e Maestro Titular.
O Festival Jovens Músicos decorre em Lisboa ao longo de três dias, de 15 a 17 de setembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, com entrada livre, e este ano pela primeira vez, também com uma instalação sonora no espaço Lisboa Incomum.
Os concertos de fim de tarde e noite têm transmissão direta na RTP Antena 2 e RTP Palco, e todos os restantes eventos têm gravação para posterior transmissão em antena.