Festival Jovens Músicos 2026
5ª feira | 17 Setembro
16h00 | Auditório 3
Entrada livre
(mediante o levantamento de ingresso na bilheteira
da Fundação Gulbenkian e sujeita à lotação da sala)
Futuro Presente
Mesa Redonda
Carlos Caires
Vítor Rua
Moderação de Isilda Sanches
A relação entre música, arte e tecnologia é ancestral e umbilical. Da criação de ferramentas / instrumentos, às técnicas de notação, composição, gravação e divulgação, ciência e tecnologia têm sido fundamentais para a criação artística e musical.
Na Grécia antiga, de acordo com a Música das Esferas de Pitágoras, o cosmos era visto como um grande instrumento musical e a música estava intimamente ligada à matemática e astronomia. Em 2026, música e tecnologia continuam interligadas na busca de novas formas de criação, mas também na possibilidade de novos sons. Esta interação permanente, tem ajudado a desenhar o futuro, da música e não só, em vários momentos da história e é especialmente pertinente (e polémica?) na era da Inteligência Artificial.
Em Futuro Presente, uma conversa moderada por Isilda Sanches, Carlos Caires e Vítor Rua falam da relação que mantêm com a ciência e tecnologia e como a música pode projetar, ou não o futuro.
Carlos Caires é um compositor cuja obra abrange peças para instrumentos solo, conjuntos de câmara e orquestra, frequentemente integrando elementos eletrónicos. A sua produção criativa inclui também música para cinema de animação e instalações interativas que utilizam áudio espacial 3D, recursos visuais generativos e sistemas baseados em gestos. Além disso, desenvolveu o IRIN, um software para micro montagem sonora e composição eletroacústica.
Carlos Caires inaugurou no passado dia 15 a instalação interactiva Lugares Invisíveis, no Lisboa Incomum.
Vítor Rua é músico, produtor, escritor e agitador, fundou os GNR em 1980, a partir de 1982 dedicou-se de forma quase exclusiva ao projeto Telectu que manteve com Jorge Lima Barreto durante mais de 20 anos. Telectu continua, agora com Ilda Teresa Castro no lugar de JLB.
Vítor Rua tem extensa obra musical em vários estilos, do rock, à eletrónica experimental, incluindo jazz e ópera. Também é videasta, e pensa e escreve sobre música, tendo vários livros publicados. É autor do programa Rock: Uma Historia Sonora, na RTP Antena 2.
O Festival Jovens Músicos decorre em Lisboa ao longo de três dias, de 15 a 17 de setembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, com entrada livre, e este ano pela primeira vez, também com uma instalação sonora no espaço Lisboa Incomum.
Os concertos de fim de tarde e noite têm transmissão direta na RTP Antena 2 e RTP Palco, e todos os restantes eventos têm gravação para posterior transmissão em antena.