Pedro Dias de Almeida em Memórias Futuras conversa com a artista Adriana Molder sobre as suas memórias, mais ou menos distantes, e as exposições que está a preparar.
Nasceu em Lisboa, em 1975, e desenha desde que se lembra. Recorda com prazer os momentos em que ficava sozinha em casa dos pais, desenhando à vontade, explorando livros e discos. O seu pai é o artista Jorge Molder (de quem Adriana foi assistente durante vários anos e com quem se habituou a ir à Cinemateca desde muito jovem) e a sua mãe a filósofa Maria Filomena Molder.
Durante 13 anos, entre 2006 e 2019, viveu e trabalhou em Berlim, onde foi premiada e onde sentiu de forma particular a herança familiar paterna. August Molder, seu avô, pai de Jorge, era um judeu, nascido no Império Austro-Húngaro, que se estabeleceu em Lisboa em 1939, onde abriu, num terceiro andar da Rua 1º de Dezembro, uma loja de filatelia e numismática que também incluía uma galeria de arte. Um lugar que Adriana Molder chegou a usar como atelier e onde, durante quase três anos, criou uma galeria não comercial onde expôs vários artistas.
Neste momento, Adriana Molder está a finalizar novas obras que vai revelar, a partir de 18 de abril, na exposição Raios, na Galeria 111, em Lisboa. Prepara, ainda, outra exposição nova: The Return of Judith, na galeria Alex Serra, em Colónia, Alemanha, a partir de maio.
Pedro Dias de Almeida