Este programa especial, assinalando os 200 anos do início do reinado de D. Pedro IV, aborda a dimensão histórica da figura do soberano e também do legado que nos deixou como compositor.
A 10 de março de 1826 a morte de D. João VI fez de D. Pedro (que era desde 1822 o primeiro imperador do Brasil) o novo rei de Portugal. A notícia só chegou ao Rio de Janeiro, onde vivia desde 1808, a 24 de abril. Sem possibilidade de recuo da independência brasileira (e portanto de uma reunião dos dois estados), uma semana depois, a 2 de maio, D. Pedro IV abdicou do trono de Portugal em favor da sua filha, então com sete anos, que reinaria como D. Maria II.
Com apenas 53 dias (na verdade com a maior parte desde período sem saber ainda da notícia da morte do pai), o seu foi o mais curto reinado da história de Portugal. A sua posição a favor de um regime liberal, a criação de uma nova constituição, assim como o papel determinante na história da independência do Brasil, fazem de D. Pedro IV uma figura de importância maior na história do século XIX português.
Assinalado a passagem de 200 anos sobre o início do seu breve reinado, a Antena 2 apresenta um especial que tem por convidados Cláudia Thomé Witte (investigadora e escritora brasileira), António Nunes Pereira (diretor do Palácio Nacional de Queluz, onde D. Pedro nasceu em 1798 e morreu, em 1834) e Rui de Luna (cantor, pianista e compositor, formado em história). A moderação da conversa é de Nuno Galopim.
Ouviremos excertos de algumas das obras de D. Pedro IV em gravações recentes efetuadas pela Orquestra Filarmónica de Minas Gerais, dirigida por Fabio Mechetti.