O fundador dos Criatura e de Bandua, projetos em que revisita a música popular portuguesa de raiz tradicional dando-lhe roupagens contemporâneas, fala com Pedro Dias de Almeida em Memórias Futuras, do seu percurso de andarilho no momento em que o disco Bandua II é lançado
Edgar Valente. Viagens
Nasceu na Covilhã há 34 anos, passou muito tempo no Fundão, onde começou a cantar, com familiares, mudou-se para Portimão, viveu em Lisboa. Agora, quase a ser pai pela primeira vez, fixou-se perto de Aljezur.
Este andarilho – que estudou música, no Conservatório, desde pequeno – acabou por encontrar um caminho bem definido para o seu trabalho: ouvir com atenção a música popular portuguesa de raiz tradicional e trazê-la para práticas contemporâneas.
Os Criatura, mais bando do que banda, nasceram numa residência artística, em Serpa, quando tinha apenas 22 anos, têm percorrido o país em concertos intensos e preparam agora o terceiro disco. Bandua, a dupla que o músico Bernardo D’Addario o desafiou a criar, lança por estes dias o segundo álbum, Bandua II, onde baixos possantes ou subtis da música eletrónica encontram palavras que são memórias que se perdem nos tempos.
De tudo isto se fala em mais esta conversa do programa Memórias Futuras, e até da viagem que Edgar Valente fez, sozinho, com um adufe, pela selva amazónica para descobrir a energia do xamanismo, o poder da música e da Natureza.
Pedro Dias de Almeida
