Música para Órgão

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Gravidade Zero

Música para Órgão

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Gravidade Zero

Gravidade Zero concentra atenções num dos mais antigos instrumentos do mundo ocidental, mas trazendo-o até aos nossos dias e à música de hoje: o órgão.

As suas origens remontam à era pré-cristã, estão num instrumento chamado hydraulos, um órgão que funcionava com água, mas foi a partir da Idade Média que realmente se popularizou, entrou nas igrejas e ganhou variações, algumas portáteis. O seu período áureo terá sido durante o Renascimento e Barroco, entre os séculos XIV e XVIII, mas no séc. XX as versões elétricas e eletrónicas deram-lhe uma vertente “doméstica” até aí inimaginável. Hoje em dia, há todo o tipo de órgãos, muitos eletrónicos, mais ainda em versão digital, mas a maior parte da música neste Gravidade Zero, usa órgãos clássicos.

O órgão, sobretudo o órgão de tubos, é habitualmente associado à música sacra, as suas características acústicas, nomeadamente a sua extraordinária ressonância, têm aliás, espaço para brilhar mais intensamente na arquitetura de igrejas e catedrais.
Ainda assim, apesar de ser um instrumento verdadeiramente antigo, e difícil de tocar, tem gerado bastante interesse, sobretudo nas últimas décadas, nos circuitos da música neoclássica e ambiental.

Neste Gravidade Zero podem ouvir-se, entre outras, peças de organistas como Sarah Davachi ou Kali Malone, divagações cósmicas dos Bitchin Bajas, um disco de Tim Hecker gravado num órgão de igreja na Islândia, mas também musica do compositor minimalista Terry Riley, conhecido pelas suas improvisações em órgão e grande influência para os organistas que hoje exploram novas possibilidades para esse instrumento épico.
Isilda Sanches