Pedro Dias de Almeida em Memórias Futuras conversa com João Nicolau, agora que o seu mais recente filme, A Providência e a Guitarra, está nas salas de cinema, sobre os seus trabalhos e a vida do realizador, e também músico.
João Nicolau
Artista em Ação
São muitos e imprevisíveis os caminhos que podem ir dar ao cinema.
No caso de João Nicolau, que nasceu em Lisboa em 1975 e nunca sonhou ser realizador quando era criança, o percurso fez-se a partir duma licenciatura em Antropologia, com posterior especialização em Antropologia Visual, que o levou a fazer o seu primeiro filme/exercício na ilha de Santiago, Cabo Verde, em torno da figura de um homem de mil e uma ocupações, Mano Mendi.
Essa aproximação ao registo cinematográfico (nessa altura filmado em vídeo) levou-o ao ofício de montador, que o fez trabalhar com João César Monteiro, uma das suas grandes influências artísticas, no derradeiro filme do realizador: Vai e Vem (2003).
A estreia de João Nicolau fora do circuito documental fez-se com a curta-metragem Rapace, em 2006. Desde aí afirmou-se como cineasta e o filme que, por estes dias, chegou aos cinemas, A Providência e a Guitarra, adaptação muito livre de uma novela de Robert Louis Stevenson sobre a vida dos artistas, com Pedro Inês, Clara Riedenstein e o músico Salvador Sobral nos principais papéis, é já a sua quarta longa-metragem.
Ainda este ano deverá chegar às salas um outro filme seu, John in Christ, com um registo entre o documentário e o ensaio, filmado em Vanuatu, no Pacífico Sul, focado em cultos e rituais locais.
João é também músico, atualmente nos projetos The Secret Museum of Mankind e Mulheres com Varandas.
Pedro Dias de Almeida
