Este domingo, dia 18 de janeiro pelas 16h00, a Antena 2 dedica um programa especial a Juan Crisóstomo de Arriaga, assinalando os 200 anos da sua morte. O compositor basco, excecionalmente dotado e precoce, tal como Mozart, faleceu demasiado jovem, sem poder cumprir tudo o que lhe auguraram. Ainda assim, compondo desde os 11 anos, deixou algumas composições consideradas obras-primas. A sua obra permaneceu, em grande parte, desconhecida durante um século, e só recentemente começou a ser publicada e gravada.
Juan Crisóstomo de Arriaga (1806-1826) foi o principal compositor espanhol da transição do classicismo para o período romântico, reconhecimento apenas alcançado em décadas recentes.
Nascido em Bilbao, a 27 de Janeiro de 1806 (no mesmo dia do nascimento de Mozart, 50 anos depois), uma vida breve, interrompida antes dos 20 anos de idade (17 de Janeiro de 1826), o facto de dois dos nomes de batismo serem idênticos ao do génio austríaco (Johannes Chrysostomus e Juan Crisóstomo) e o talento precocemente revelado, valeram-lhe as alcunhas de “Mozart espanhol” ou “Mozart basco”.
Aluno do Conservatório de Paris desde os 15 anos, conquistou a admiração do diretor da instituição, Luigi Cherubini, que o nomeou para assistente de um dos seus professores (François-Joseph Fétis).
Destacam-se da sua obra, uma Sinfonia, a ópera Los esclavos felices (composta aos 14 anos), três quartetos para cordas e árias ou cenas dramáticas para voz e orquestra.
João Rodrigues Pedro

Desenho realizado por Juan Crisóstomo de Arriaga, aos 11 anos, e escreveu os versos na parte inferior para Luisa de Torres y Urquijo. Representa um grupo de damas e cavalheiros assistindo a um sarau musical num salão decorado no estilo Império Francês, e em que nove músicos (ao centro) se apresentam, incluindo o próprio compositor e seu irmão Ramón Prudencio.