Natália Luiza é a convidada de Pedro Dias de Almeida em Memórias Futuras . Uma conversa solta sobre a vida – desde os primeiros anos, passados em Moçambique – e o teatro, na semana em que a cofundadora do Teatro Meridional estreia uma nova peça.
Natália Luiza. Renascer todos os dias
Na próxima quinta-feira, 24 de setembro, o Teatro Meridional estreia mais uma peça da série ‘Contos em Viagem’. Depois de Cabo Verde, Brasil e Macau, chega a vez de Goa, em mais uma encenação de Natália Luiza.
Começámos por aí, por essa terra distante e misteriosa, que Natália visitou pela primeira vez no ano passado, e onde quase se sentiu em casa.
Nasceu em Moçambique em 1960, e nesta entrevista recorda que já aos seis anos previa um futuro para si que veio acontecer: “Quando for grande, vou para Portugal ser artista e tratar da cabeça das pessoas.” A mudança para Portugal, em 1975, com 15 anos, não foi fácil, sentiu um choque profundo. Mas a vida lá seguiu o seu curso, sem se desviar demasiado dos trilhos sonhados na infância.
Em Lisboa, estudou psicologia e teatro; mas o lado artístico levou a melhor. Em 1992, com Miguel Seabra, fundou o Teatro Meridional, onde se mantém até hoje.
“O teatro ensina-nos a lidar com a finitude, cada espetáculo nasce e cada espetáculo morre todos os dias, é como uma aproximação ao processo vital, biológico”, diz.
Pedro Dias de Almeida
