Concerto Manuel de Oliveira Solo

Concerto Manuel de Oliveira Solo

Concerto Manuel de Oliveira Solo

Concerto Manuel de Oliveira Solo


Concerto Manuel de Oliveira Solo 
Este Concerto foi gravado ao vivo (live on tape), nos dias 28 e 29 de maio de 2020, no Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, para a iniciativa Emergência Cultural, promovida pela Câmara Municipal de Torres Vedras e Teatro Cine.

Ficha técnica e artística

Manuel de Oliveira: Guitarras, braguesa e percussões


Câmaras: Eduardo Carronda Alexandre Perdigão
Realização: Alexandre Perdigão
Desenho de luz: Light design Ricardo Santos
Produção áudio: Hélder Costa
Assistente de produção áudio: Paulo Ribeiro, João Guimarães
Grafismo: Alexandra Xavier
Produção executiva: Manuel de Oliveira Pedro Nunes
Assistente de produção executiva: Catarina Silva
Produção Musical: Manuel de Oliveira Hélder Costa
Produzido por: Portugal Music 360

Tempos antes das plateias dos teatros se encherem de espectadores, existe, por estranho que possa parecer, quem dialogue com o silêncio que reside nesses espaços aparentemente vazios. Imaginando a investida dos sons dos passos, das locomoções até às cadeiras e dos burburinhos da surpresa dos encontros à chegada, cumprimentam o silêncio, iniciando um ritual que acalma a ânsia que recai sobre ele. Manuel de Oliveira coloca-se na ala primeira: a que fica entre o que se ouve e o que há para se ouvir. Dialogando com o silêncio, assegura-lhe compreensão e companhia no decurso do estrilho. Ora entre o silêncio e o espectador, ora entre o espectador e o som, face à afonia dos espaços, este compositor mune-se do seu instrumento feito voz e mostra-nos como conversa com o silêncio sem sequer abrir a boca.
Poderíamos dizer, se o silêncio fosse selvagem – o que o é por vezes – que o Manuel é encantador de silêncios e que os nossos ruídos internos são domados pela sua conversa a solo.
Texto de Márcio Silva

Manuel de Oliveira

 | Nasceu a 7 de julho de 1978, na cidade de Guimarães. Aprendeu a tocar guitarra com o seu pai, Aprígio Oliveira. De percurso autodidata, procurou viajar e estar em contacto com outras culturas fortes da guitarra, como o flamenco, a música sul-americana e o Fado. 

Gravou o seu primeiro EP em 1997, Praça de Santiago, em 2002 o seu primeiro álbum inteiramente composto por temas originais, Ibéria – trabalho recebido com entusiasmo pela crítica internacional e portuguesa que contou com músicos convidados tais como Jorge Pardo e Carles Benavent, assim como o mestre da guitarra portuguesa António Chainho – e em 2007 a sua primeira edição internacional, Amarte. Em 2012, concebe Os Nossos Afetos, espetáculo da cerimónia de abertura da Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura (com Cristina Branco, Chico César e Rão Kyao) e celebra Ibéria Live num concerto alusivo aos 10 anos da obra que marca a sua identidade. Ibéria Live contou com os conceituados músicos Jorge Pardo e Carles Benavent – fundadores do Flamenco Jazz – e teve edição discográfica em 2016, esgotando o Centro Cultural de Belém e a Casa da Música nesse mesmo ano.
Do seu percurso destacam-se, ainda, Muxima – Homenagem a Duo Ouro Negro, projeto de sua autoria, e participações especiais em Moda Impura com Janita Salomé e Vitorino e em Que Fado é este que trago com o fadista Hélder Moutinho, bem como a presença em alguns dos mais importantes festivais europeus – Emociona Jazz!! (Espanha) e Couleurs Jazz (França), ao lado de nomes como Brad Mehldau, Chick Corea, Mike Stern e Richard Galliano, entre muitos outros.
Os últimos dois anos têm sido de criação para guitarra solo e parcerias com a cantora Susana Travassos, o acordeonista João Frade, Rão Kyao, entre outros. Desta “colheita” que prossegue em 2019, destacam-se os singles Caminhos Magnéticos, tema que integra a banda sonora do filme homônimo de Édgar Pêra (com estreia nacional marcada para 6 de outubro) e Venham Mais Cinco, versão instrumental em homenagem a Zeca Afonso.