Temporada de Concertos Antena 2
10 dezembro | 19h00
Auditório do Liceu Camões
Entrada gratuita
Miguel Tapadas | Dança de Roda
Rui Pereira, bateria
Miguel Menezes, contrabaixo
António Pinto, guitarra
Cláudio Silva, trompete
João Cabrita, saxofones tenor e barítono
Raimundo Semedo, saxofone alto
Rúben da Luz, trombone
Adriano Dias Pereira, clarinete
Sandra Martins, violoncelo
Participação especial Leonor Tapadas, flauta transversal
Programa
Apresentação de Dança de Roda
Primeiro álbum em nome próprio de Miguel Tapadas
Projeto de jazz do pianista nasce das suas raízes e do seu variado percurso musical. Gravado entre Setembro e Dezembro de 2024, Dança de Roda marca a estreia em nome próprio de um músico com longo trajeto na música portuguesa. É lançado a 7 de março pela Sintoma Records em formato físico e em todas as plataformas digitais.
Depois de mais de 20 anos como músico, produtor musical e orquestrador em colaboração com grandes nomes da música de expressão portuguesa (como Fausto Bordalo Dias, José Barros e Navegante, Amélia Muge, Matias Damásio, Isabel Silvestre, Carlos Alberto Moniz, Eneida Marta, Uxukalhus e tantos outros), Miguel Tapadas apresenta neste trabalho o seu lado mais pessoal.
Dança de Roda nasce da necessidade por demais adiada de trazer à luz criações originais que partem das suas influências da terra e da ancestralidade, e se concretizam num encontro do jazz com a música tradicional e erudita. O foco deste projeto é, também, a renovação de um universo inequivocamente português dentro do jazz. Num caminho que começou com António Pinho Vargas nos anos 80, é apresentar o jazz como algo emocionalmente próximo e reconhecível.
Este trabalho, patrocinado pela Fundação GDA e com o apoio da Antena 2, conta com as colaborações de um naipe excecional de músicos: Rui Pereira (bateria), Miguel Menezes (contrabaixo), António Pinto (guitarra), Cláudio Silva (trompete), João Cabrita (saxofones tenor e barítono), Raimundo Semedo (saxofone alto), Rúben da Luz (trombone), Adriano Dias Pereira (clarinete), Sandra Martins (violoncelo). Numa participação especial conta também com a sua filha Leonor Tapadas (flauta transversal) num tema a ela dedicado.
Transmissão direta
Apresentação: João Almeida
Produção: Anabela Luís, Cristina do Carmo

Miguel Tapadas | Começou os estudos de música em criança, tendo posteriormente ingressado no Conservatório Nacional no Curso de Piano, e em seguida na Escola Superior de Música de Lisboa, onde completou a licenciatura em Formação Musical e Direção Coral. Músico, pianista, compositor, arranjador, produtor, orquestrador, diretor musical e diretor coral, a sua área de trabalho musical é ampla, indo do jazz à música tradicional, world music, fusão, pop, rock, música orquestral, música improvisada, etc..
Como diretor musical, pianista ou também produtor, trabalhou ou trabalha com inúmeros artistas do panorama nacional, como Fausto Bordalo Dias, Matias Damásio, Navegante, João Gil, Uxukalhus, Eneida Marta , Carlos Alberto Moniz, Amélia Muge, Anabela, Virgem Suta, João Cabrita, Filipa Tavares, Isabel Silvestre, Chelsy Chantelle, Maria João Fura, Costa Neto, Pessoa Júnior, BICA, etc. Deste percurso nasce discografia ampla.
Como compositor e/ou intérprete de música para teatro trabalha com companhias como Teatro Aberto, Teatro dos Aloés, Os Improváveis, Teatro o Bando, Artistas Unidos, Teatro da Trindade, INATEL, ACT, etc..
Em Setembro de 2024 lançou álbum de música original para sincronização em TV e cinema, pela editora Amadea Music Productions. Em Março de 2025 lançou o seu primeiro álbum em nome próprio, Dança de Roda, projecto de jazz do pianista que marca o início do seu projecto a solo.
Compositor convidado para as Jornadas Mundiais da Juventude 2023 em Lisboa, onde apresentou várias peças coral-sinfónicas em estreia. Produtor musical e compositor de toda a música original para as Galas Sophia dos prémios de cinema da Academia Portuguesa de Cinema entre 2014 e 2017.
Professor de Formação Musical no Conservatório de Música da Escola Metropolitana entre 2002 e 2006. Maestro do Coro da Academia da Força Aérea entre 2006 e 2017.
Rui Miguel Pereira | Nasceu em Lisboa em 1977, começou a estudar bateria na escola do Hot Clube de Portugal em 1999. Durante 4 anos estudou com Bruno Pedroso, Nelson Cascais, Afonso Pais, Joao Moreira, Pedro Moreira entre outros. Em 2003 integrou a 1ª Big Band Nacional da Juventude dirigida por Pedro Moreira. No mesmo ano foi admitido no Conservatório de Amesterdão (CVA) onde estudou com Martijn Vink e Yuri Hoenig, Victor Oskam, entre outros. Durante o periodo em que frequentou o CVA teve a oportunidade de assistir e participar em masterclasses com Jack Dejohnette, Chris Potter, Bill Stewart, Kurt Rosenwinkel, Ari Hoenig, Aaron Goldberg, Jim Black, John Schofield, Joey Baron, Florian Ross e outros e partilhar o palco com Gary Smulyan, Gerard Presencer ou John Clayton. Concluiu a Licenciatura (2007) e um Mestrado (2009) em performance.
Durante o período em que residiu em Amesterdão fez parte de diversas formações, tendo a oportunidade de tocar um pouco por toda a Europa em Festivais de Jazz (Holanda, Grécia, Espanha e Reino Unido) e salas importantes do panorama jazzístico europeu (Jamboree, em Barcelona, Bimhuis em Amesterdão, Guru Bar em Atenas ou Hot Club em Lisboa).
Em 2010 regressou a Portugal desde então partilhou o palco com alguns dos mais conceituados músicos portugueses (Nuno Ferreira, Afonso Pais, Pedro Madaleno, Demian Cabaud, João Moreira, Bernardo Moreira, Yuri Daniel, Filipe Melo, Óscar Graça, Jeffery Davis, Ana Paula Sousa, João Paulo Esteves da Silva, etc…).
Ao mesmo tempo passou a integrar algumas formações com as quais gravou e editou trabalhos (Quinteto de Ricardo Pinto, Sintra Project editado em 2011 pela Fewg Records, Reunion Big Jazz Band, OUIJA, editado em 2012 e mais recentemente Quarteto de José Dias, 360, editado pela Sintoma Records, LOFT, editado em 2013 pela TOAP, Iberian Express, Fiets, editado em 2013 pela Barcelona Jazz Colective, Quinteto de Ricardo Pinto Landscape, editado pela Fewg Records em 2015, José Dias Quarteto What Could Have Been, editado pela Sintoma Rcords em 2015, Ponto RAR, editado em 2015 pela Raging Planet, Katia Leonardo Lullaby Storm, 2016, Gonçalo Prazeres Snapshot, 2016).
A nível pedagógico já deu várias Masterclasses e workshops, não só em Portugal, mas também em Espanha, Grécia e Escócia.
Miguel Menezes | Natural de Leiria, ingressa na Escola de Música do Conservatório na classe de contrabaixo clássico, ao mesmo tempo que se inicia no jazz através do Hot Club de Lisboa. Estuda contrabaixo clássico em Londres na Trinity College of Music, aperfeiçoando os seus conhecimentos com Corin Long, Manuel Rêgo, Iouri Axenov, Marc Ramirez, Rinat Ibragimov e Josef Niederhammer na área clássica. Estuda jazz com Nelson Cascais e Ken Filiano.
Atualmente a colaborar com a Orquestra Gulbenkian, toca habitualmente em várias outras orquestras (Ensemble Mpmp, Orquestra do Algarve, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Sinfonietta de Lisboa, Essex Symphony Orchestra, London Contemporary Music Group, entre outros) e com diversos músicos e formações jazz e world music, de salientar Maria João, Alexandre Frazāo, Tahina Rahary, Fernando Tordo, Vitorino, Pedro Caldeira Cabral, entre outros.
É um músico ativo em ambas as áreas, atividade que partilha com o ensino do instrumento. Nesta vertente, dedica-se ao ensino do instrumento e da prática orquestral em comunidades oriundas de bairros social e economicamente desfavorecidos de Lisboa.
António Pinto | Estudou na Academia dos Amadores de Música de Lisboa, no Hot Club de Portugal e na Escola Superior de Música de Lisboa. Frequentou Seminários com John Abercrombie, Gary Burton, Attila Zoller, Kenny Burrel, Clark Terry, Mike Freeman, Dave Liebman e Joe Henderson, entre outros.
Na década de 80 tocou com a maioria dos músicos nacionais de jazz da altura e alguns músicos estrangeiros que por cá passaram como David Gausden, Richie Buckley, Luigi Waits, Tommy Halferty, John Wadham, Jimmy McKay, Steve Potts e Ramon Cardo.
Leccionou na Escola do Hot Club de Portugal e JBJazz.
Trabalhou com vários grupos e artistas de diversas áreas em concertos e gravações com Septeto de Tomás Pimentel, Quinteto de Carlos Martins, Nanã Sousa Dias, Orquestra Sons da Lusofonia, Orquestra do Hot Club de Portugal, Claus Nymark Big Band, Quarteto de Ramon Cardo, Orquestra Sons do Mundo de Laurent Filipe, Quinteto de José Meneses, Alexandre Diniz Quarteto, Fausto, Sérgio Godinho, Vitorino, Janita Salomé, Misia, Paulo Gonzo, Jorge Palma, Cristina Branco, Eugénia Melo e Castro, José Mário Branco, Né Ladeiras, Dulce Pontes, Brigada Vitor Jara, Musicas de Sol e Lua, Filipa Pais, Vozes do Sul, Lena d’Água, Rão Kyao, Carlos Mendes, João Gil, João Afonso, Gil do Carmo, António Zambujo, Mafalda Veiga, Manuel Freire, José Medeiros, Jorge Fernando, Amélia Muje, Ana Bacalhau e Marta Pereira da Costa, entre outros.
Cláudio da Silva | Trompetista e investigador com um percurso que atravessa a música clássica, o jazz e as músicas de matriz africana. Com presença regular em palcos internacionais, apresentou-se como solista e em ensemble em cidades como Nova Iorque, Paris, Berlim, Londres, Hong Kong, Sydney, e em diversos países do espaço lusófono e africano, incluindo a Guiné-Bissau, Angola ou Moçambique.
Doutorando em Artes Musicais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tem partilhado os seus resultados de investigação em conferências universitárias internacionais em países como França ou Taiwan.
Solista entre outros com o prestigiado ensemble italiano do centro Tempo Reale, uma referência mundial na música contemporânea. Fez a direção musical da ópera Lulu, de Alban Berg (2023), em coprodução com o Theater an der Wien e a Orquestra Sinfónica da Rádio de Viena. Fez a direção musical de Pierrot Lunaire, de Arnold Schönberg (2021), com o ensemble Klangforum de Viena, também uma referência na música erudita mundial.
Desde 2017, está em digressão mundial com a peça The Bacchae, de Marlene Monteiro Freitas. Paralelamente ao percurso na música contemporânea e erudita, Cláudio da Silva desenvolveu uma carreira sólida no jazz, marcada por diversas gravações e colaborações de relevo. Gravou o álbum Entre Dimensões de João Capinha e participou em múltiplos projetos discográficos ligados ao jazz e à música improvisada.
Foi o primeiro trompete da Hot Clube Big Band, da Tora Tora Big Band, da Mission Big Band (Macau), LA Banda Larga ou a Claus Nymark Jazz Orchestra. Atuou ainda com a Lisbon Film Orchestra, Momentum Perpétuo Orchestra, Mediterranean Youth Orchestra, Orquestra Filarmónica das Beiras, entre muitas outras formações. Participou em concertos e gravações com artistas de renome como Gilberto Gil, Yuri da Cunha, Yola Semedo, Tabanka Djaz, Sara Tavares, Tiago Bettencourt, Luísa Sobral, Tito Paris, Filipe Mukenga, Matias Damásio, Manecas Costa, Marcelo Jeneci, Silva, Janita Salomé, Vitorino, Black Mamba, entre muitos outros.
Rúben da Luz | Trombonista freelancer, artista Yamaha Europe, vencedor do Prémio Jovens Músicos, com colaborações nas orquestras: Gulbenkian, Régie do Porto, Clássica da Madeira.
Numa vertente pop e jazz, trabalhou com Lenine, Zeca Baleiro, Tito Paris, Waldemar Bastos, Jorge Palma, Ala dos Namorados, The Postcard Brass Band, Rui Veloso, Sérgio Godinho, Deolinda, Uxu Kalhus, Paulo de Carvalho, Agir, Fernando Tordo, Salvador Sobral, Marisa Monte, Áurea, Orquestra Jazz do Hot Clube de Portugal, L. U. M. E., Orquestra Jazz de Matosinhos, Mário Delgado, Bob Stewart, John Ellis, Perico Sambeat, Luís Bonilla, David Taylor, Marshall Gilkes, Robin Eubanks, Bart van Lier, Nelson Cascais, Orquestra Jazz de Leiria, Orquestra Jazz da Nazaré, etc.
Enquanto músico de estúdio, tem créditos em cerca de 90 discos.