No domingo, dia 26 de abril, a RTP Antena 2 apresenta um programa especial evocativo dos 100 anos da estreia da última ópera de Puccini que o compositor já não conseguiu completar. Contem, na sua trama, o desafio de resolução de três enigmas, colocados precisamente pela princesa Turandot, que não são mais que metáforas da coragem e paixão necessárias para alcançar o amor. Esta é uma das óperas mais grandiosas do repertório mundial, de um dos compositores mais influentes da história da ópera.
100 anos da estreia de Turandot
Há 100 anos, sob direção de Arturo Toscanini, no Teatro alla Scala, em Milão, estreava a última ópera de Giacomo Puccini – Turandot. O compositor falecera enquanto lavrava a partitura, pelo que, na noite da primeira récita, após as últimas notas escritas pelo compositor, Toscanini parou a performance e disse “Qui finisce l’opera, perché a questo ponto il Maestro è morto!” (“Aqui acaba a ópera, pois neste momento, o mestre morreu”).
Na segunda récita, Toscanini prosseguiu com o final escrito por Franco Alfano – a versão mais comum nos dias de hoje.
A ópera acompanha a história de Calaf, que ultrapassa todos os desafios para conquistar o coração da princesa Turandot. Depois de responder corretamente aos três enigmas que a princesa colocava aos seus pretendentes, vendo o desespero da sua amada, Calaf nobremente coloca a sua vida em risco mais uma vez. Diz-lhe que se descobrir o seu nome até ao dia seguinte, ele próprio se matará. Mais tarde, Calaf confia-lhe a sua identidade, pondo a sua vida nas mãos da princesa. No momento da revelação, Turandot diz ter descoberto o nome do príncipe, o seu nome é Amor.
No Mezza-voce, escutaremos esta ambiciosa partitura de Puccini com os talentos de Maria Callas, Eugenio Fernandi, Elisabeth Schwarzkopf, Nicola Zaccaria, a direção de Tullio Serafin e a orquestra e coro do Teatro alla Scala, numa gravação de 1957.
Pedro Ramos