1, 5, 7 e 9 maio | 19h00
Concerto Aberto
Realização e Apresentação: Andrea Lupi
Gravação da Antena 2 / RTP
no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian
a 11 de março de 2023
Ciclo Canções Ibéricas
Canções Portuguesas
Recital de voz e piano
Ana Quintans, soprano
Filipe Raposo, piano
Programa
[1 maio]
Filipe Raposo (1979) (arr.) – Cancioneiro Popular Português (seleção)
Era ainda pequenina
Vai-te embora ó papão
Senhora do Almortão
Vianna da Motta (1868-1948)
– Pastoral (Camilo Castelo Branco)
– Olhos negros (Almeida Garrett)
– Fado (João de Deus)
– Canção perdida (Guerra Junqueiro)
[5 maio]
Francisco de Lacerda (1869-1934)
– Tenho tantas saudades
– Quero cantar, ser alegre
– Quando tu abres os olhos
Luís de Freitas Branco (1890-1955)
– Fado serenata (António Botto)
– A formosura desta fresca serra (Luís de Camões)
António Fragoso (1897-1918) – Canção da Fiandeira (António Correia de Oliveira)
[7 maio]
Manuel Ivo Cruz (1901-1985) – Mágoas de Anto (António Nobre)
Fernando Lopes-Graça (1906-1994)
– Quem embarca, quem embarca
– Ó virgens que passais (António Nobre)
Jorge Cronner de Vasconcellos (1910-1974) – Na fonte está Leonor (Luís de Camões)
Joly Braga Santos (1924-1988) – Canção de embalar
[9 maio]
Carlos Paredes (1925-2004) – Verdes anos (Pedro Tamen)
Eurico Carrapatoso (1962) – Eu (Florbela Espanca)
[extra programa]
Filipe Raposo (arr.) – Cancioneiro Popular – Era ainda pequenina
Tal como aconteceu nas demais nações europeias, em Portugal o romantismo inflamou o sentimento de identidade nacional, restaurando o protagonismo da canção em português.
Este concerto faz parte do ciclo sobre Canções Ibéricas e propõe uma seleção das melhores canções portuguesas do último século em combinação com vários exemplos do Cancioneiro Popular Português, uma antologia relativamente recente compilada por Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça.
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Ana Quintans | Nasceu em Lisboa e começou a desenvolver as suas capacidades artísticas em diferentes domínios quando deu os primeiros passos no teatro e na dança. Diplomou-se em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e estudou canto no Conservatório de Música de Lisboa. Ingressou no Flanders Operastudio, em Gent, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Dedicando a maior parte do seu tempo ao repertório barroco, Ana Quintans colaborou com muitas orquestras de topo como Les Arts Florissants, Il Complesso Barocco, Les Musiciens du Louvre, Le Poème Harmonique, Ensemble Pygmalion, Al Ayre espanhol, Concerto de’ Cavalieri, Il Pomo d’Oro, Les Folies Françoises, Divino Sospiro e Músicos do Tejo.
No domínio da ópera, os destaques incluem: Drusilla (L’incoronazione di Poppea de Monteverdi), no Teatro Real de Madrid e no Maggio Musicale Fiorentino; Amor (Hippolyte et Aricie de Rameau), no Festival de Glyndebourne; Belinda (Dido e Eneias de Purcell), na Ópera de Rouen e no Teatro Real de Versalhes; Amor (Egisto de Cavalli), na Opéra Comique de Paris; Jonathas (David et Jonathas de Marc-Antoine Charpentier), no Festival d’Aix-en-Provence, no Festival de Edimburgo, na Brooklyn Academy of Music de Nova Iorque e na Opéra Comique; Amor (Orfeo ed Euridice de Gluck), no Festival Mozart de Salzburgo e na Ópera Escocesa; papéis principais em La Spinalba e Ippolito, de F. A. de Almeida, na Casa da Música e no Centro Cultural de Belém; Papagena (A Flauta Mágica), no Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), em Lisboa.
O repertório de concerto de Ana Quintans estende-se de Monteverdi até à música contemporânea. O compositor Luís Tinoco escreveu para a sua voz as obras From the Depth of Distance, Songs of a solitary dreamer e o papel de Nancy em Evil Machines.
Colaborou com importantes maestros como Michel Corboz, Ivor Bolton, William Christie, Marc Minkowski, Alan Curtis, Vincent Dumestre, Leonardo García Alarcón, Paul McCreesh, Antonio Florio, Enrico Onofri, Andrés Orozco Estrada, Raphael Pichon, David Alan Miller, Laurence Cummings, Marcos Magalhães, Marcello di Lisa, Aapo Hakkinen, Riccardo Minasi e Leopold Hager, tendo-se apresentado em prestigiados palcos, incluindo: Ópera de Lyon, Salle Pleyel, Festival de Salzburgo, Teatro Real de Madrid, Teatro Mariinsky de Moscovo, Auditório Tchaikovsky de São Petersburgo, Victoria Hall de Genebra, Bozar Brussels, Festival de Viena, Salle Gaveau de Paris, Ópera de Avignon, Teatro de Rouen, Carnegie Hall de Nova Iorque, Festival d’Ambronay, Helsinki Music Center, Stadttheater Klagenfurt, Lasdestheater Bregenz, Cité de la Musique, Théâtre des Champs-Élysées, Fundação Calouste Gulbenkian, Concertgebouw de Amesterdão e La Folle Journée Tokyo.
Desempenhos recentes de Ana Quintans incluem: o papel de Despina, (Così fan tutte), em Glyndebourne; Ilia (Idomeneo), no TNSC; Minerva (El Prometeo de Draghi) na Ópera de Dijon; Drusilla e La Virtù (L’incoronazione di Poppea), no Festival de Salzburgo; a produção de Graham Vick de Alceste de Gluck, no TNSC; Amor (Orfeo ed Euridice de Gluck), na Ópera de Massy; árias de Vivaldi e Albinoni, com o Concerto de’ Cavalieri e Marcello di Lisa, em Hamburgo; e a produção de Romeo Castellucci da Paixão segundo São Mateus, de J. S. Bach, no CCB, com o Coro e a Orquestra Gulbenkian, sob a direção de Michel Corboz.
Filipe Raposo | Pianista, compositor e orquestrador. Iniciou os seus estudos de piano no Conservatório Nacional de Lisboa e concluiu o mestrado em Piano Jazz Performance pelo Royal College of Music (Estocolmo), tendo sido bolseiro da Royal Music Academy of Stockholm. É licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa.
Tem colaborado com inúmeras orquestras europeias, apresentando-se a solo ou com diferentes formações em festivais internacionais. Colaborou em concertos e em gravações discográficas com alguns dos principais nomes da música portuguesa.
Desde 2004, colabora com a Cinemateca Portuguesa como pianista residente no acompanhamento de filmes mudos. A convite desta instituição, compôs e gravou a banda sonora para as edições em DVD de filmes portugueses do cinema mudo: Lisboa, Crónica Anedótica, de Leitão de Barros, menção honrosa no festival Il Cinema Ritrovato, em Bolonha; O Táxi n.º 9297, de Reinaldo Ferreira; Frei Bonifácio e Barba negra de Georges Pallu; Nazaré, Praia de Pescadores, de Leitão de Barros.
Trabalha também regularmente como compositor em cinema e teatro. Autor da música original do documentário Um Corpo que Dança – Ballet Gulbenkian 1965-2005, de Marco Martins. Em 2022 realizou, em parceria com António Jorge Gonçalves, o documentário O Nascimento da Arte. No mesmo ano escreveu a ópera As Cortes de Júpiter (Gil Vicente), com encenação de Ricardo Neves-Neves.
Em nome próprio, editou os discos: First Falls (2011, Prémio Artista Revelação Fundação Amália); A Hundred Silent Ways (2013); Inquiétude (2015); Rita Maria & Filipe Raposo Live in Oslo (2018); Øcre vol. 1 (2019); The Art of Song: When Barroque Meets Jazz (2020); e Øbsidiana vol. 2 (2022).
Fotos Jorge Carmona / Antena 2