Sob o lema Música e Património: Paixões e Provocações, a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, em parceria com a RTP Antena 2, apresenta o VII Festival de Música Dom Fernando Mascarenhas, a 16, 17 e 18 de abril. São dias de festa, dedicados à música e ao património, no Palácio Fronteira, com um programa variado em que colaboram músicos de renome e jovens talentos, além de profissionais da música, unidos pela vontade de desfrutar e de transmitir o amor pelas coisas da cultura.
A RTP Antena 2 transmite em direto os 4 concertos, com apresentação de João Almeida.
No 3º dia, sábado 18 de abril, a programação começa mais cedo, pelas 16h00, com o Concerto pela harpista Rebeca Csalog, antes da mesa redonda Entre Azulejos e Quadros, com José Meco e Alexandra Markl, e do concerto de encerramento do Festival pelo Ensemble Galanterie
O Concerto Rebeca Csalog decorre na Sala Juno e é transmitido em direto pela RTP Antena 2 e apresenta o programa Uma Carta para o Fim dos Tempos
Programa
Béla Bartók (1881-1945) – Romanian Folk Dances: In one spot / Pe loc (N.º 3) (1915)
Erik Satie (1866-1925) – Gnossiennes n.º 1 – 5 (1893)
Olivier Messiaen (1908-1992) – Quatuor pour la fin du Temps: Louange a l’Éternité de Jésus (V) (1941)
John Cage (1912-1992) – In a Landscape (1948)
Carlos Paredes (1925-2004) – Canção Verdes Anos (1967)
Ottorino Respighi (1879-1936) – Notturno (1904)
Arvo Pärt (1935-) – Spiegel Im Spiegel (1978)
Em 1941, no campo de concentração de Stalag, o compositor Olivier Messiaen escreveu Quatour pour la Fin du Temps, uma peça que se tornou uma referência de beleza e esperança em tempos catastróficos.
Crescemos na ilusão de que esse período pertence ao passado, que foi uma anomalia histórica. Hoje, porém, a noção de fim dos tempos é-nos inquietantemente próxima. Quando olhamos à nossa volta, não podemos deixar de perguntar qual o nosso lugar no desvelar da História.
A partir de um desafio lançado pela Casa Cheia, Rebeca Csalog convidou a filósofa e investigadora Camila Lobo para criar um espetáculo onde se confronta a possibilidade do fim dos tempos através de narrativas textuais e musicais, num gesto de memória e resistência às ameaças que caracterizam o atual momento histórico. A harpa surgiu como veículo de reflexão, criando um espaço sonoro a partir do qual se interroga o presente.
Este recital surge dessa residência artística, e da pesquisa musical que dela resultou, trazendo para o Palácio Fronteira uma versão apenas instrumental do espetáculo criado nesse contexto.
Todas as peças foram transcritas, adaptadas ou arranjadas para harpa solo por Rebeca Csalog. O resultado é uma carta que é, afinal, para o futuro.
A programação deste dia prossegue com uma Mesa-Redonda, às 17h30 na Sala das Batalhas, subordinada ao tema Entre Azulejos e Quadros, com José Meco e Alexandra Markl e moderação de João Almeida, da RTP Antena 2.
E às 19h00 a partir da Sala das Batalhas, a RTP Antena 2 transmite em direto o Concerto pelo Ensemble Galanterie, intitulado Galanterie à Versailles: o teatro íntimo das paixões.