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Imagem de Woody Allen, 90 anos: Por amor a Nova Iorque
Cultura 29 nov, 2025, 22:46

Woody Allen, 90 anos: Por amor a Nova Iorque

Por Inês N. Lourenço

Imagem de Woody Allen, 90 anos: Por amor a Nova Iorque
Cultura 29 nov, 2025, 22:46

Woody Allen, 90 anos: Por amor a Nova Iorque

Por Inês N. Lourenço

No dia em que Woody Allen completa 90 anos, a Antena 2 celebra a mística nova-iorquina do cineasta, com Inês N. Lourenço a percorrer os filmes, motivos e idiossincrasias dessa figura singular no panorama norte-americano. Ele que transforma as grandes questões filosóficas em tiradas ou aperitivos intelectuais e a magia romântica em ansiosas coreografias citadinas. Na Manhattan dos seus sonhos, tudo é leve, tudo é profundo, e favorável à comédia.

30 Novembro | 21h00

Woody Allen, 90 anos: Por amor a Nova Iorque

Por Inês N. Lourenço

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No registo oficial, a data de nascimento de Woody Allen é 1 de dezembro de 1935. Mas, como escreveu na autobiografia intitulada A Propósito de Nada (Edições 70, 2020), entrou neste mundo “onde jamais se sentirá confortável ou compreenderá, jamais aprovará ou perdoará”, no dia 30 de novembro, muito perto da meia-noite. Os pais ajustaram a data apenas para que Allan Stewart Konigsberg, assim chamado à nascença, pudesse começar a vida num dia 1… E apesar de ter sido dado à luz num hospital do Bronx, também se dá o caso de não ser esse o lugar onde cresceu: os progenitores viviam em Brooklyn, e foi de facto este bairro nova-iorquino que testemunhou a infância e adolescência de Allen, filho de judeus impressionados com o QI alto do rapaz. Um rapaz que viria a ter uma única irmã, Letty, a menina dos seus olhos e produtora dos seus filmes a partir dos anos 90, até aos dias de hoje.

A infância do futuro cineasta, aparentemente feliz, ficou marcada por uma precoce consciência da morte, espécie de “deceção existencial” que se espelha em toda a sua filmografia, qual definição de carácter da persona realizador-ator.
Mas enquanto o mundo não acaba, temos de tentar divertir-nos, como diz o médico ao pequeno Alvy Singer, em Annie Hall (1977. E foi essa a regra que Allen seguiu desde cedo, com uma vida cultural a iniciar-se na sala de cinema, onde via grandes produções de Hollywood e filmes de série B com a prima Rita Wishnick e os amigos dela, e também ao som do rádio, que trazia aos seus tenros ouvidos “Cole Porter, Rodgers and Hart, Irving Berlin, Jerome Kern, George Gershwin, Benny Goodman, Billie Holiday, Artie Shaw, Tommy Dorsey”. Deste último, o tema I’m Getting Sentimental Over You é um dos mais identificáveis na sonoridade fílmica de Allen – ouve-se em Os Dias da Rádio (1987), esse mergulho na nostalgia de uma era dourada.
A rádio, por um lado, o cinema, por outro: a romantização do passado em Woody Allen tem tudo que ver com jazz, Manhattan, e um certo imaginário da Hollywood clássica.

Sonhos hollywoodescos

Para o rapaz que cresceu em Brooklyn sonhando viver na cidade do outro lado do rio – para isso criando um pseudónimo e, ainda antes dos 18 anos, iniciando-se na escrita humorística para jornais, clubes noturnos e guiões de programas da NBC – a fantasia gerada pelas produções de Hollywood permaneceu. E manifestou-se mais tarde no ADN do realizador, que em 1985 a materializou num filme, A Rosa Púrpura do Cairo, sobre uma mulher (interpretada por Mia Farrow) que nos primórdios do cinema sonoro, anos 30, descobre no grande ecrã o consolo e a paixão que lhe faltam na vida real…

Memórias de um passado vivido e imaginado através do cinema é, de resto, apanágio de vários outros filmes de Woody Allen, como Café Society, que retrata a Hollywood dos anos 30 a partir dos seus bastidores; Meia-Noite em Paris, devaneio romântico de um argumentista de Hollywood que, às doze badaladas, é transportado para a década de 1920, onde conhece grandes figuras das artes e letras da época (Fitzgerald, Hemingway, Josephine Baker…); e não esqueçamos Balas Sobre a Broadway, de 1994, que vai, de novo, aos loucos anos 20 buscar inspiração para um enredo à volta de um jovem dramaturgo da Broadway, que se vê obrigado a integrar no elenco da sua peça a muito pouco talentosa namorada de um gangster que lhe garante o financiamento para a produção teatral.
Ora, também Woody Allen, antes de se dedicar plenamente à Sétima Arte, e logo após a sua revelação, em 1965, como argumentista de What’s New Pussycat, foi um dramaturgo ansioso à procura da atriz principal para a sua peça da Broadway Play It Again, Sam, que o próprio protagonizou: era ele Allan Felix, um crítico de cinema neurótico, obcecado pelo filme Casablanca, e alguém a tentar recompor a sua vida amorosa pedindo conselhos ao fantasma do ídolo Humphrey Bogart. Que atriz ficaria com o papel de Linda nessa peça? Diane Keaton, pois claro. Assim nascia a mitologia do par.


Efetivamente, Diane Keaton, a atriz falecida este ano, tornou-se o ponto luminoso dos filmes que compõem a fase inicial do cinema de Allen. Fizeram juntos O Herói do Ano 2000 (1973), Nem Guerra, Nem Paz (1975) – sátira que homenageia a grande literatura russa e cita O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman –, mas o auge da iconografia desta dupla dá-se com o referido Annie Hall, filme em que a crónica amorosa se confunde com a química natural entre Allen e Keaton, funcionando pela beleza dos contrastes, pelos jogos de psicanálise e pela expressão singularíssima da sua caminhada conjunta pelas ruas de Nova Iorque: dois corpos que definem a sua melodia jazzística. A fórmula foi depois repetida em Manhattan (1979), e mais tarde em O Misterioso Assassínio em Manhattan (1993).
Outros filmes realizados por Woody Allen que contam com a presença radiosa de Diane Keaton são Os Dias da Rádio (uma pequena participação, a cantar num clube noturno) e Intimidade, de 1978, este a primeira incursão do cineasta no território do drama, com pozinhos de Tchékhov e muito Bergman, mestre sueco que sempre foi uma das influências maiores de Allen, fazendo-se sentir sobretudo nos títulos dos anos 80, como Recordações (inspirado em Morangos Silvestres), Ana e as Suas Irmãs, Setembro, Uma Outra Mulher, e Maridos e Mulheres – este já de 1992, a evocar Cenas da Vida Conjugal.

A dita mudança para o registo dramático causou alguma estranheza no contexto americano, mas aproximou o público europeu de um cinema que, nos primórdios, se apresentara em tom de paródia e slapstick – com O Inimigo Público e Bananas –, conseguindo agora ir da comédia romântica ao drama, ainda assim sem pôr de lado a arte satírica. Zelig, de 1983, foi um notável exemplo disso mesmo.
Allen estava então treinado para as variações fílmicas dentro de um universo consolidado, assumindo-se o intérprete das suas próprias neuroses urbanas, até ao início dos anos 2000, e depois acomodando em alter-egos as suas imutáveis características, desde a ansiedade, gostos e obsessões aos esquemas filosóficos da mente, sem esquecer os abundantes detalhes autobiográficos. Esse vício de ir buscar à vida os elementos da ficção.

Clarinetista nas horas vagas, argumentista, realizador e escritor nas restantes, Woody Allen venceu, até à data, quatro Óscares (um deles de Melhor Realizador, por Annie Hall), filmou em diversas cidades europeias, e manteve ao longo do tempo uma constância de temas e fixação por autores, que nos fazem olhar, por exemplo, para Crimes e Escapadelas (1989), Match Point (2005) e O Sonho de Cassandra (2007) à luz de Dostoiévski, ou para o mais recente Um Dia de Chuva em Nova Iorque (2019), como renovação do romantismo nova-iorquino, um regresso à cidade do “ABC do amor” e da nostalgia de Hollywood.
Aos 90 anos, Allen acaba de assinar o seu primeiro romance, Que se Passa com o Baum? (Edições 70), e diz-se que o seu próximo filme será rodado em Madrid. Continua a divertir-se, e a divertir-nos, enquanto o mundo não acaba.
Inês N. Lourenço

 

Cinema

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