A história da música para cinema está cheia de pérolas escondidas: bandas sonoras que ficaram à porta dos filmes para os quais foram escritas, existindo apenas em edições discográficas pouco conhecidas.
Por trás de Cortina Rasgada (1966) está outra relação e partitura rasgadas. A banda sonora composta por Bernard Herrmann para esse filme de Alfred Hitchcock marcou, efetivamente, o fim da dupla artística que nos deu A Mulher que Viveu Duas Vezes (1958), Intriga Internacional (1959) ou Psico (1960), filmes memoráveis não só pelo gesto do realizador, mas também por bandas sonoras indissociáveis do seu universo visual.

Neste episódio do Banda à Parte passamos a pente fino as circunstâncias que levaram à rejeição da música de Herrmann, para isso contando com o pianista e compositor Filipe Raposo, que, à conversa com Inês Lourenço, expõe as suas teorias sobre aquilo que separa a criação do compositor americano da banda sonora substituta do britânico John Addison.
