A história da música para cinema está cheia de pérolas escondidas: bandas sonoras que ficaram à porta dos filmes para os quais foram escritas, existindo apenas em edições discográficas pouco conhecidas.
Depois da ficção científica, da fantasia, do terror e do thriller de espionagem, o quinto episódio do Banda à Parte chega aos filmes de capa e espada, na sua versão outonal: A Flecha e a Rosa (1976), de Richard Lester, é um olhar tardio sobre a lenda de Robin Hood, que traz um ex-James Bond, Sean Connery, e a eterna Boneca de Luxo, Audrey Hepburn, ligados pelo romantismo da floresta e a ferida do tempo que passa.
Começou por ser Michel Legrand o compositor responsável pela banda sonora, mas a suposta inadequação do resultado fez com que um substituto John Barry entrasse apressadamente em cena.

Desta vez, Inês Lourenço conversa com o crítico de cinema João Lopes, numa exploração de ideias à volta da obra de Lester, Legrand e Barry, para além de um género cinematográfico obsoleto. Entre a música do compositor francês e a do britânico, que lhe tomou o lugar, há um rio de diferenças essenciais.
