Vida Futura de William Cameron Menzies estreou a 20 de fevereiro de 1936. Nos 90 anos dessa data a Sala 2 revista a obra para cinema de Arthur Bliss.
Sir Arthur Edward Drummond Bliss (1891 – 1975), compositor e maestro britânico, autor da célebre Sinfonia das Cores, assinou uma obra que frequentemente visitou o cinema. E a sua primeira experiência para o grande ecrã correspondeu a um clássico dos anos 30 que corresponde a um importante título pioneiro do cinema de ficção científica.
Estreado a 20 de fevereiro de 1936, A Vida Futura (no original Thing To Come) é um filme de William Cameron Menzies que nos coloca perante a visão de uma cidade que, na sequência de uma guerra que desmonta a ordem política e social, emerge num futuro no qual a ciência e a tecnologia abriram portas a novas perspectivas para a humanidade.
O argumento é de H. G. Wells, o mesmo autor de O Homem Invisível, A máquina do tempo ou A guerra dos mundos. Na verdade, o filme é baseado num outro romance de ficção cientifica do próprio H. G. Wells, The Shape of Things to Come, de 1933.
Entre os anos 30 e 50 Arthur Bliss compôs música para outros filmes, entre os quais Homens de dois mundos (1946), de Thorold Dickinson, Cristovão Colombo (1949) de David MacDonald ou Mar de Sete Ondas (1957) de Richard Sale.
Nuno Galopim