Intertextualidade em Déjeuner sur l’herbe

Intertextualidade em Déjeuner sur l’herbe

A Voz das Cores

Intertextualidade em Déjeuner sur l’herbe

Intertextualidade em Déjeuner sur l’herbe

A Voz das Cores

Para o pintor francês Alain Jacquet recriar, em 1964, a célebre tela de Edouard Manet, houve várias etapas de intertextualidade, que começaram no início do século XVI do renascimento veneziano e atravessaram os séculos XIX e XX franceses.

Num percurso que atravessa tanto a história da pintura ocidental como a da música, A Voz das Cores percorre três pinturas marcantes que representam mulheres nuas num contexto não alegórico ou mitológico:

Concerto campestre (c. 1510) de Tiziano
Le Déjeuner sur l’herbe (1863) de Edouard Manet
Déjeuner sur l’herbe (1964) de Alain Jacquet

A última tela faz parte da coleção Berardo do Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém em Lisboa.
As pinturas são o ponto de partida para a música de Francesco da Milano, Claudio Merulo, Jacques Offenbach, Charles Gounod, Georges Bizet e Francis Poulenc.
Andrea Lupi

Concerto Campestre (1500 / 1525)
Óleo sobre tela
118 × 138 cm
Di Giorgione / Tiziano Vecellio
Musée du Louvre
Domínio público
Edouard Manet
Le Déjeuner sur l'herbe (1863)
Óleo sobre tela
207 x 265 cm
Donation Etienne Moreau-Nélaton, 1906
© RMN-Grand Palais (Musée d’Orsay) / Benoît Touchard / Mathieu Rabeau

Alain Jacquet
1939, Neuilly-sur-Seine, França – 2008, Nova Iorque, EUA 
Déjeuner sur l'herbe, 1964
Serigrafia sobre tela (díptico)
175,2 x 197 cm
Coleção Berardo
MAC CCB
Foto: Bruno Lopes