Como triunfou Joana Carneiro num mundo profissional dominado por homens? A maestrina conversa com Pedro Dias de Almeida, em Memórias Futuras , sobre o seu percurso e da experiência, este ano, como presidente do júri do Prémio Jovens Músicos, da RTP Antena 2.
Joana Carneiro
A autoconfiança e o espírito de liderança foram sempre uma ajuda. Chegou a frequentar, ao mesmo tempo, o curso de medicina e o de direção de orquestras, acreditando que poderia, no futuro, conciliar as duas carreiras, mas acabou por perceber que tinha mesmo de fazer uma escolha. E a música ganhou.
De Lisboa, Joana Carneiro seguiu para os EUA, onde definitivamente sentiu que era possível fazer uma carreira internacional a dirigir orquestras. Foi a primeira maestrina a ter um grande reconhecimento público em Portugal, numa profissão sempre dominada por homens – um prestígio que a levaria a fazer parte do Conselho de Estado durante mais de dois anos, a convite do ex-Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
Hoje, não é titular de nenhuma orquestra, e para melhor conciliar o papel de mãe de quatro filhos com o de maestrina requisitada em todo o mundo, assume-se como freelancer.
Um dos seus próximos desafios é a direção musical da ópera Breaking the Waves da temporada 2026/27 da English National Opera, em Londres.
Nesta entrevista do programa Memórias Futuras, elogia o alto nível dos músicos portugueses, presentes em orquestras um pouco por todo o mundo. Este ano, Joana Carneiro foi presidente do júri do Prémio Jovens Músicos 2026, uma iniciativa da RTP Antena 2.
Pedro Dias de Almeida
