Jordi Savall foi galardoado recentemente com o Prémio Siemens, considerado a mais prestigiada distinção na Música atribuída anualmente. No dia da entrega do galardão, sábado 23 de maio, pelas 17h00, a RTP Antena 2 transmite um programa especial de Paulo Alves Guerra evocando vários encontros do premiado na nossa antena.
Memória breve de encontros com um “nobel” da música
Jordi Savall é o mais recente Prémio Ernst von Siemens, distinção entregue hoje, 23 de Maio em Munique.
Este galardão, por vezes designado Nobel da Música e atribuído desde 1974 pela Academia da Baviera das Belas Artes, distingue personalidades que se destacaram na vida musical. Entre os premiados estão Benjamin Britten, Leonard Bernstein, Herbert von Karajan, Simon Rattle e outros músicos excepcionais.
Jordi Savall nasceu em 1941 em Igualada, uma pequena cidade perto de Barcelona, onde iniciou os estudos musicais aos seis anos, concluindo a formação em violoncelo no ano de 1965. Interessado pela música antiga, estudou na Schola Cantorum Basiliensis na Suiça, a escola de Basileia onde foi professor a partir de 1973.
Jordi Savall é premiado por uma vida dedicada à música redescoberta pelos agrupamentos que fundou, entre os quais, se destacam, o Hesperion XX em 1974 para reportório de musica medieval renascentista e barroca, La Capella Real da Catalunha (1987) para a música vocal anterior ao seculo XIX e o Concert des Nations (1989) dedicado ao reportório orquestral e sinfónico do barroco ao romantismo.
Outros projetos deste investigador da música passaram pela banda sonora de Tous les Matins du Monde, o filme de Alain Corneau (1991) que conquistou novos públicos para a chamada música antiga e ajudou a abrir portas a uma intensa atividade concertística de Jordi Savall.
A atribuição desta distinção é o pretexto para a RTP Antena 2 evocar encontros de Jordi Savall com Luís Caetano, Isabel Meira e Paulo Alves Guerra.
Recuperam-se também gravações escolhidas pelo maestro catalão: de Lully a Marin Marais e Beethoven e outras notas de autores anónimos que revivem nos nossos dias na sequência de investigações pioneiras que derrubaram muros entre a musica europeia dos vilancicos coloniais, as danças crioulas e outras tradições.
Breve revisão dos muitos caminhos trilhados por Jordi Savall que permanece fiel a duas ideias essenciais: “a música é a melhor forma de nos lembrarmos da História”; “a viola da gamba pode falar”.
Paulo Alves Guerra
