O quinto episódio de A Voz das Cores vai até Centro Cultural de Belém acompanhar o Ciclo de Música no Museu em que diversas artes dialogam, e é inteiramente dedicado ao concerto e às obras que podem ser visitadas no MAC/CCB.
Música no Museu MAC/CCB
Vanguardas e Surrealismo
De Janeiro a Abril de 2026, a exposição Uma deriva atlântica. As artes do século XX a partir da Coleção Berardo é o mote para 4 recitais, numa convergência entre a programação do MAC e as artes performativas do CCB, com programação musical de Cesário Costa.
A 31 de Janeiro, o ciclo Música no Museu começa com Silêncio em três tempos surreais, título do recital de piano solo de Ana Telles, que propõe uma viagem entre o insólito e o poético inspirada pelo surrealismo. Nas palavras de Ana Telles “O surrealismo, fundado em 1924 por André Breton, terá sido a vanguarda mais transnacional e seguramente a mais duradoura. Assumiu-se fortemente politizado à esquerda e «ao serviço da revolução». Breton conjuga a ideia inicial de Apollinaire de uma «supra-realidade» com a psicanálise de Freud. O surrealismo afirmava-se contra o racionalismo ocidental, promovendo a imaginação livre e cultivando o fascínio pelo não-convencional, o acaso, o inusitado, o inquietante.”
A música de Francis Poulenc, Mélanie Bonis, Erik Satie, Sofia Gubaidulina e Olivier Messiaen, plena de humor, simbolismo ou transcendência, estará presente no recital de Ana Telles e n’A Voz das Cores.
No Centro Cultural de Belém, às 15h30, haverá uma visita guiada às obras da exposição. Na rádio, propõe-se uma descoberta de duas pinturas que se inscrevem no cubismo, matriz criativa de movimentos artísticos subsequentes – um autorretrato de Sonia Delaunay e uma tela de Albert Gleizes, intitulada Mulher e Criança.
Andrea Lupi