Neste episódio de Frequências Paralelas , deixamo-nos conduzir por paisagens sonoras onde o tempo abranda, os pensamentos levitam e o silêncio ganha música.
Entre as delicadas arquiteturas de Max Richter, o intimismo inesperado de John Cage, a expressividade de Anna Clyne, o piano contemplativo de Víkingur Ólafsson, os diálogos entre culturas de Anoushka Shankar e Nils Frahm, ou as telúricas atmosferas de Erland Cooper, desenhamos um caminho de escuta e abandono.
Uma viagem feita de notas suspensas, respirações, ecos e pequenas iluminações. Música para desacelerar o mundo, fechar os olhos e deixar que a imaginação encontre o seu próprio horizonte.
Porque há noites em que a melhor viagem não exige partir: basta adormecer.
João Rodrigues Pedro
