O cinema segundo Nino Rota
Anita Ekberg e Marcello Mastroianni, em La Dolce Vita (1960), de Federico Fellini

O cinema segundo Nino Rota

Sala 2

O cinema segundo Nino Rota

O cinema segundo Nino Rota

Sala 2

O episódio da Sala 2 de 15 de maio é dedicado ao pianista e maestro Nino Rota, um dos compositores italianos mais aclamados do século XX. E teve um trabalho marcante no cinema.

Nino Rota compôs música para filmes de Federico Fellini, Luchino Visconti, Franco Zeffirelli, King Vidor, René Clement, ou Francis Ford Coppola, para quem Nino Rota assinou a banda sonora de O Padrinho.

Nino Rota tinha já uma obra vasta para cinema quando se cruzou pela 1º vez com Federico Fellini. E isso aconteceu em 1952 com O Sheik Branco. Ao longo de vários anos a colaboração entre ambos passou por títulos como La Strada (1954), La Dolce Vita (1960),Armacord (1973) ou Ensaio de Orquestra (1978), este último terminando no ano que precedeu a morte do compositor.

Fellini não foi o único com quem Nino Rota estabeleceu uma relação de trabalho e cumplicidade. Em 1954 foi convocado para trabalhar com Lucchino Visconti em Sentimento. O bom entendimento entre ambos abriu portas ao reencontro em outros filmes, entre os quais o colossal O Leopardo (1963).

Pela Sala 2, sempre que possível, escutamos a música que os compositores sobretudo reconhecidos pela obra para cinema criaram para outros espaços, nomeadamente as salas de concerto. E felizmente, e sobretudo depois da década de 90, não têm faltado gravações de música de Nino Rota, algumas delas marcando a segunda parte deste episódio.
Nuno Galopim