Neste episódio, Gira Discos caminha por entre obras de compositores do século XXI, em particular escutando propostas europeias e americanas de uma nova geração de autores, muitos deles com trabalhos em várias frentes.
Há uma pergunta quer muitas vezes gosto de lançar sobretudo aos compositores e intérpretes mais jovens: já conseguimos dizer como é a música do século XXI?
É claro que todos os séculos conheceram diversidade, surpresa, evoluções e transformações. E nenhum será nunca rotulável. Mas a distância no tempo acaba por nos dar algumas linhas mestras e indicadores… Naturalmente é cedo ainda para termos uma visão da música deste início do século XXI como temos já para os que o antecederam. Mas podemos ir mapeando o território.
Assim sendo, esta semana o Gira Discos caminha por entre obras de compositores do século XXI. Escutamos assim uma nova geração de autores, muitos deles com trabalhos em várias frentes, não apenas por abordarem géneros musicais diversos, mas também pelo modo como tanto escrevem música para as salas de concertos, os discos, espetáculos de artes performativas, instalações ou produções no campo do audiovisual.
Esta é assim uma primeira incursão do Gira Discos por mapas do presente, escutando desta vez propostas europeias e americanas. Estão aqui, com obras de música orquestral, figuras com ligações à música indie como Johnny Greenwood, Bryce Dessner, Sufjan Stevens, Owen Pallett, Richard Reed Parry ou os islandeses Sigur Rós. Depois, compositores como Hildur Gudnadottir (na imagem), Carioline Shaw, Dobrinka Tabakova ou Nico Mulhly. Portugal ficou representado neste alinhamento por André Barros, João Barradas e o projeto Slowburner (de Élvio Rodrigues).
Nuno Galopim