Pedro Penim e o plano de reabertura do Teatro D. Maria II

Pedro Penim e o plano de reabertura do Teatro D. Maria II

Memórias Futuras

Pedro Penim e o plano de reabertura do Teatro D. Maria II

Pedro Penim e o plano de reabertura do Teatro D. Maria II

Memórias Futuras

Pedro Dias de Almeida em Memórias Futuras conversa com o diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II, Pedro Penim, agora que já há uma data para a reabertura do histórico edifício do Rossio, encerrado para obras desde 2023, 18 de setembro.

Quando assumiu o cargo de diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, no final de 2021, Pedro Penim já sabia que, em breve, o grande edifício do Rossio ia fechar portas para obras de remodelação. Mas isso nunca significou uma pausa para si nem para a equipa do Nacional, antes pelo contrário.
Desde 2023, o projeto Odisseia Nacional levou o TNDM a mais de cem concelhos, com apresentação de espetáculos, workshops e atividades junto de escolas e da comunidade.
Agora, já há a data para a reabertura: 18 de setembro. Antes disso, a partir de junho, as portas abrem-se para visitas guiadas ao espaço renovado, mas que estruturalmente não apresenta grandes modificações. É o velho Teatro Nacional D. Maria II de volta, como novo. A próxima temporada, incluindo o espetáculo que vai marcar essa reabertura, será apresentada no dia 24 de junho.

Vindo de uma experiência teatral mais subversiva e marginal, como cofundador do coletivo Teatro Praga, Pedro Penim recebeu com surpresa a sua nomeação para um cargo com grande peso institucional no teatro português. Mas havia sinais: foi no Rossio que assistiu a uma das peças que mais o marcou na juventude (um monólogo de Virgílio Castelo, Vincent, sobre Van Gogh) e também passou pelo Teatro Nacional como estagiário depois de terminada a licenciatura em Teatro na Escola Superior de Teatro e Cinema. Antes disso, chegou a frequentar o curso de Arquitetura, mas, apesar de ser um desenhador exímio, rapidamente percebeu que a sua vida profissional não passaria por aí.
O teatro impôs-se, sem margem para dúvidas, na sua vida – como ator, encenador e dramaturgo. E é essa dimensão de escrita teatral que, neste momento, mais o entusiasma.
Pedro Dias de Almeida