No terceiro episódio de Sala Escura, vamos ao Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM). Uma visita motivada pelo programa de digitalização do cinema português, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que teve início em 2022, terminando no dia 31 de março.
Em dezembro, a Cinemateca já tinha chegado à marca das 1000 obras digitalizadas, filmes que vão dos primórdios do cinema português até aos anos 2010. Nesta reta final do plano, percorremos as salas do ANIM onde se dão os passos essenciais no processo de digitalização – desde a imagem ao som, passando pela reparação de matrizes –, e sentamo-nos à conversa, em estúdio, com João Mário Grilo, realizador que vem acompanhando de perto a digitalização de alguns dos seus filmes, e com Carlos Almeida, da Irma Lucia – Efeitos Especiais, que nos conduz pelos detalhes técnicos, e não só, desse processo faseado.
Entre conceitos de restauro, acesso, ética do arquivo e a importância de descobrir os filmes em sala, na “era da reprodutibilidade técnica” (Walter Benjamin), o convite é conhecer melhor um trabalho feito longe do olhar do público – apesar de a sua missão ser, precisamente, permitir a visibilidade das obras.
Inês N. Lourenço