Ravel, o contador de histórias
Maurice Ravel ao piano, 1912-13. Foto de Rolan Manuel. Fonte: BNFrance - Gallica

Ravel, o contador de histórias

Compositor do Mês

Ravel, o contador de histórias

Ravel, o contador de histórias

Compositor do Mês

Maurice Ravel é o Compositor do Mês em abril. De segunda a sexta-feira na Antena 2, vamos ouvir música sua nas emissões diárias, em edições especiais ou em programas como A Nossa Orquestra, A propósito da Música, O Canto do Blues, Jazz a 2, entre outros. E todas as quartas-feiras acompanhamos um percurso pela vida e obra do compositor, conduzido por Andrea Lupi.

Ravel II – O contador de histórias 1905 – 1913

Após inúmeras tentativas goradas de vencer o Prix de Rome – e tendo ultrapassado o limite de idade do reputado concurso – Maurice Ravel (1875–1937) viu-se livre da pressão que se auto impunha.

Com 30 anos cumpridos, entre 1905 e 1913, Maurice Ravel compôs boa parte das obras que marcariam a história da música francesa do século XX:

Sonatine
Miroirs
Histoires naturelles
Rapsodie espagnole
L’Heure espagnole
Ma mère l’Oye
Gaspard de la nuit
Valses nobles et sentimentales
Daphnis et Chloé
Trois poèmes de Stéphane Mallarmé

Nos frutíferos anos pré-guerra, Maurice Ravel compôs – através do piano, da voz e da orquestra – obras que contavam histórias, criando um universo muito próprio, “uma espécie de ilha, um mundo imaginário, um refúgio”, nas palavras do pianista Friedrich Gulda.
Andrea Lupi

Maurice Ravel e Vaslav Nijinsky, ao piano, 1912. Foto de Alfredo Casella. Fonte: BNFrance, Gallica