A Volta ao Mundo faz a celebração George Gershwin através do mestre do banjo Béla Fleck.
O mestre do banjo Béla Fleck na celebração George Gershwin
Béla Fleck é conhecido por tocar bluegrass tradicional e progressivo, bem como jazz, música clássica e também músicas do mundo. Colaborou com grandes nomes como Baaba Maal e Toumani Diabaté.
Bem recentemente, em 2024, Bela Fleck gravou o álbum Rhapsody in Blue. O disco concretizou aquele que era um dos sonhos iniciais de Bela Fleck: precisamente gravar esta grande composição de George Gershwin.
Neste caso registou a música a solo e com vários agrupamentos de bluegrass progressivo.
Béla Fleck é um dos maiores intérpretes de banjo de todos os tempos e, com este álbum de 2024, alcançou um feito inédito: chegou ao topo das tabelas de vendas de bluegrass e também das tabelas de música clássica crossover, nos Estados Unidos.
O que se encontra no álbum não é simplesmente um arranjo para banjo da Rhapsody in Blue de Gershwin, mas sim múltiplas versões da obra.
O álbum abre com Rhapsody in Blue(grass) e a participação de vários músicos do mundo do bluegrass progressivo; esta versão adapta o conteúdo melódico de Gershwin a ritmos pulsantes e transforma com eficácia a Rhapsody in Blue numa peça de blues progressivo.
Há ainda a faixa Rhapsody in Blue(s), com a importante contribuição do contrabaixista de jazz Victor Wooten; esta é uma abordagem mais improvisada da Rhapsody in Blue.
A transcrição original da Rhapsody in Blue para banjo e orquestra revela a dificuldade envolvida na transposição da música do piano para o banjo.
A experiência é bem interessante e o álbum inclui como bónus duas peças curtas: Rialto Ripples, também composta para piano, mas que poderia facilmente ter sido composta para banjo, e a recentemente redescoberta Unidentified Piece for Banjo, uma verdadeira raridade.
André Pinto