No âmbito do Compositor do Mês – Gershwin, o programa O Canto do Blues apresenta Summertime reinterpretada pelo cantor de blues, Taj Mahal, no episódio de 7 de fevereiro emitido pelas 23h00.
Taj Mahal, é este o nome artístico de Henry Saint Clair Fredericks, que certo dia – inspirado por um sonho – escolhe a designação do monumento indiano Taj Mahal, considerado uma das sete maravilhas do mundo.
Afinal, quando se trata deste “outro” Taj Mahal estamos a falar duma das figuras proeminentes do Blues.
Reciclando o Blues e outras coisas relacionadas (Recycling The Blues & Other Related Stuff) é o título de um dos discos de Taj Mahal e ‘reciclar o Blues’ é uma boa designação para o que Taj Mahal tem vindo a fazer desde os anos 60.
Acima de tudo cabe-lhe o papel de revitalizar e preservar a tradição do blues acústico. Cantor e multi-instrumentista, Taj Mahal mostra mesmo um interesse de verdadeiro etno-musicólogo.
Explora as múltiplas direções do folclore e da música tradicional, chegando a sair do âmbito do blues. São alvo do seu interesse reggae, jazz, gospel, vários estilos musicais da Costa Oeste Africana e até mesmo a música havaiana. Compõe e grava música com estas influências.
No fundo, toda uma herança africana, que se espalha e mistura pelo mundo.
A importância desta pesquisa para Taj Mahal é a seguinte: ao conhecer profundamente todas estas formas musicais, adquire a possibilidade de explorar a sua própria pertença étnica a partir de uma perspetiva global.
E, desta forma, o Blues é apresentado como fazendo parte de um contexto musical alargado.
Em escuta vai estar a canção Summertime por Taj Mahal. Faz parte do álbum de 2023 Savoy, cujo título é uma homenagem ao salão de baile, no bairro do Harlem dos anos trinta.
Summertime, canção da ópera Porgy and Bess precisamente de George Gershwin !
André Pinto