A Antena 2 prossegue a transmissão da temporada de 2025/26 do Metropolitan Opera de Nova Iorque, com a ópera I Puritani, a última obra-prima de Vincenzo Bellini.
Temporada Metropolitan Opera
de Nova Iorque
10 janeiro | 18h00
Vincenzo Bellini | I Puritani
A ópera em 3 atos, I Puritani, pela melodia deslumbrante, coloratura fascinante e virtuosismo vocal, é praticamente inigualável. No início deste Ano Novo, o Met apresenta, após quase 50 anos, uma nova produção da obra-prima final de Bellini, reunindo um quarteto de estrelas de nível internacional para os exigentes papéis principais, sob a regência de Marco Armiliato. A soprano Lisette Oropesa e o tenor Lawrence Brownlee interpretam Elvira e Arturo, unidos pelo amor e separados pelas divisões políticas da Guerra Civil Inglesa; o barítono Artur Ruciński é Riccardo, prometido em casamento a Elvira contra a sua vontade; e o baixo-barítono Christian Van Horn é Giorgio, o tio compreensivo de Elvira.
A trama da ópera passa-se durante a Guerra Civil Inglesa, em meados do século XVII, entre puritanos e monarquistas. Embora tome muitas liberdades com a história, ela situa-se num contexto que era uma ideia universal e muito familiar aos italianos da época de Bellini. Os compositores do bel canto exploraram com resultados impactantes a relação entre a luta civil e a loucura individual; Lucia di Lammermoor, de Donizetti, trabalha com um formato semelhante, ainda que um pouco menos explícito.
Esta foi a última ópera de Vincenzo Bellini (1801-1835) considerado o grande expoente siciliano do bel canto na ópera, e que possuía um dom extraordinário para a melodia e uma profunda compreensão da voz humana, pelo que a sua morte precoce aos 34 anos, é uma das mais lamentáveis da história da música. O libreto é do conde Carlo Pepoli (1796–1881), um exilado político italiano que vivia nos fervilhantes círculos de expatriados de Paris, adaptado a partir da peça Têtes Rondes et Cavaliers, de Jacques-François Ancelot (1794-1854) e X.B. Saintine (1798-1865).
Foi escrita especificamente para o talento de quatro dos melhores cantores da época, e o sucesso da ópera depende quase inteiramente das habilidades vocais (e da sensibilidade artística) dos intérpretes. A sua representação da loucura — tanto em indivíduos quanto em comunidades — é extraordinária: a ópera sugere que a aparência de sanidade pode desfazer-se a qualquer momento, e que a loucura pode mergulhar uma pessoa em um abismo destrutivo.
A estreia mundial de I Puritani ocorreu no Théâtre Italien, em Paris, a 24 de janeiro de 1835.

Transmissão em direto
a partir de The Metropolitan Opera de Nova Iorque
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Susana Valente

Ficha técnica
Elvira: Lisette Oropesa (S)
Arturo: Lawrence Brownlee (T)
Riccardo: Artur Ruciński (BT)
Giorgio: Christian Van Horn (B)
Coro e Orquestra da Metropolitan Opera
Direção de Marco Armiliato

Fotos Met Opera