A arrebatadora ópera sobre amor e morte, de Richard Wagner, volta ao palco do Met, desta vez com a direção de Yannick Nézet-Séguin, e nos papéis principais a soprano Lise Davidsen e o tenor Michael Spyres.
Temporada Metropolitan Opera
de Nova Iorque
21 março | 16h00
Richard Wagner | Tristão e Isolda
Após anos de expectativa, um evento imperdível chega com a empolgante Lise Davidsen assumindo um dos papéis mais importantes e dramáticos para soprano: a princesa irlandesa Isolda, na transcendental meditação de Richard Wagner sobre o amor e a morte.
O tenor heroico Michael Spyres atua ao lado de Davidsen como o apaixonado Tristão.
Esta é também uma ocasião memorável pela estreia de uma nova produção desta ópera no Met, dirigida por Yuval Sharon — aclamado pelo The New York Times como “o diretor de ópera mais visionário de sua geração” e o primeiro americano a dirigir uma ópera no famoso festival Wagner de Bayreuth — bem como a primeira vez que o diretor musical Yannick Nézet-Séguin rege Tristão e Isolda no Met.
A mezzo-soprano Ekaterina Gubanova retoma a sua marcante interpretação de Brangäne, ao lado do baixo-barítono Tomasz Konieczny, como Kurwenal, após as suas aclamadas apresentações no Met em O Navio Fantasma (Der Fliegende Holländer) e em O Anel do Nibelungo de Wagner. O baixo-barítono Ryan Speedo Green faz a sua estreia num papel importante como Rei Marke.
Esta ópera em três atos tem música e libreto de Richard Wagner (1813-1883), baseando-se na lenda medieval contada por Gottfried von Strassburg. Foi a 7ª ópera de Wagner, composta entre 1857 e 1859, quando circulava entre Zurique, Veneza e Lucerna, e teve a sua estreia no Teatro Real (Königliches Hof- und Nationaltheater) em Munique a 10 de Junho de 1865.
A arrebatadora meditação de Wagner sobre o amor e a morte ocupa um lugar único no mundo da ópera. Baseada num mito antigo, a obra explora esse território já bastante conhecido, criando um drama em que a realidade quotidiana é descartada como ilusão, ao passo que as verdades sobre a vida, o amor e a morte são reveladas como num sonho febril.
Os desafios vocais, a sumptuosa escala sinfónica da escrita orquestral e a natureza mística da história fazem desta obra inspiradora um fenómeno do repertório operístico.
Como homenagem às origens celtas da história, a ópera utiliza diversos temas-chave associados a essa cultura ancestral, incluindo misticismo, conhecimento das artes mágicas e um código guerreiro evoluído.
Esta nova produção do Met centra-se nos aspetos metafísicos da narrativa, em vez do cenário literal da ópera, posicionando o drama como um momento num ciclo infinito de vida, morte e renascimento.
Muito já foi escrito sobre a influente partitura de Tristão e Isolda. A música é construída sobre a ideia de um grande anseio, irresistível e autoperpetuante, que não pode ser satisfeito nesta vida. O prelúdio transporta o ouvinte para um mundo extático, porém tortuoso, de saudade, e as partes vocais são de estatura singular.
A ópera culmina na famosa ária final de Isolda, “Mild und leise”, com um salto final de oitava que encerra esta viagem musical, dramática e única.
Para saber mais sobre os antecedentes e o argumento desta ópera, clicar aqui.

Transmissão em direto
a partir de The Metropolitan Opera de Nova Iorque
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Susana Valente

Ficha técnica
Isolda: Lise Davidsen (S)
Tristão: Michael Spyres (T)
Brangäne: Ekaterina Gubanova (S)
Kurwenal: Tomasz Konieczny (BT)
Rei Mark: Ryan Speedo Green (B)
Coro e Orquestra do Metropolitan
Direção de Yannick Nézet-Séguin

Fotos Met Opera