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Um CertO_Olhar
Sexta às 23h00 | Domingo às 10h00 | Segunda às 17h00Com Gabriela Canavilhas, Luísa Schmidt, Frei Bento Domingues e Luís Caetano.
A difusão de painéis preenchidos pela sinceridade dos rasgos humanos.
Seja no Agora, seja na esfera privada, sinalizam-se aqui algumas verdades do pensamento animal. A par de todas as chamadas, constatando o momento, tudo é nesse ponto de partida/chegada o sentir de um conhecimento instintivo e visceral. A música improvisada é a mais pura das verdades do nosso pensamento. Este programa reflete as certezas das variadas molduras vibracionais que nos rodeiam e o modo como estas interferem na nossa sociedade. Refletor difunde a criação musical na sua forma primária e rica – o improviso. Interessa aqui não apenas a forma da música no estado em que é posteriormente dada a conhecer, mas o impulso espontâneo de abertura para algo que não se conhece ainda. Dar a conhecer, na sua qualidade momentânea e irrepetível, e o que isso permite em termos de expressão: a forma como os músicos comunicam reinventando uma linguagem conjunta a partir das suas linguagens próprias e como através disso se reconhecem.Um pouco ao invés daquilo a que assistimos hoje, por vezes um caminho impessoal para a perfeição, interessa-nos expor a imperfeição e a natureza altamente pessoal (e interpessoal) desse impulso – abrir ao ouvinte as portas do processo criativo.
Bandas Filarmónicas são um acervo cultural, em Portugal, desde há cerca de 200 anos. Tem sido escola de música para milhares de pessoas que, em recônditos lugares, aldeias, vilas, tiveram a oportunidade de aprender a teoria de ler e escrever música, de tocar um instrumento musical e acima de tudo de conviverem, de sentirem o prazer em tocar música em conjunto.
Presentemente existem, de Norte a Sul, 800 Bandas Filarmónicas, incluindo as profissionais militares, no total de músicos integrantes serão cerca de 40.000.
A evolução técnica das Bandas Filarmónicas tem sido progressiva, sobretudo desde o aparecimento de escolas profissionais por todo o país, grande número de músicos jovens formados nessas escolas, ingressam nas Bandas de suas terras, proporcionam melhoria qualitativa na execução, os regentes têm melhor preparação, obtida nos vários cursos que existem à disposição.
Contudo a matéria-prima de origem nacional, é escassa, poucos incentivos de vária ordem e também o pouco contacto que compositores têm com o que se faz no exterior, o que tocam, o que escrevem compositores estrangeiros.
Alguma pedagogia poderá acontecer, através de simples sugestões às obras escutadas, se possível, faremos curtas entrevistas com pessoas que, com o seu saber e experiência, possam acrescentar mais-valia ao programa.
Caleidoscópio I – Amor e Morte na Ópera
Ao longo da evolução deste género musical, desde finais do Renascimento até aos nossos dias, foram inúmeros os compositores que incessantemente procuraram a osmose entre os Estados de Alma exacerbados e trágicos dos textos, e sua revivificação na ópera através de um complexo e elaborado processo de (re)caracterização dramatúrgico-musical.
A interpretação da temática do Amor e da Morte, que está na génese do próprio género operático, foi sendo aprofundada, recriada e ampliada através da inclusão e surgimento de novas tendências e correntes, não só musicais como literárias e poéticas. Estas contribuíram de forma indiscutível para o sucesso da ópera enquanto género musical performativo por excelência, originando um corpus de verdadeira tradição operática, de forte cariz mitológico e literário intimamente associado à cultura europeia.
Este ciclo, reconhecendo esta ligação profunda entre Cultura e Ópera, propõe dar a conhecer a interpretação que expoentes desta Cultura, entendida no seu sentido lato de ciência, filosofia, literatura, etc., têm de óperas paradigmáticas, partilhando como o seu mundo e entendimento lhes permitem interpretá-las e apreciá-las.
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Caleidoscópio II – Paisagens
Paisagens pretende ser uma viagem de descoberta, em que se cruzam sugestões paisagísticas com cantos de aves, zumbidos de insetos, coros de anfíbios e outros sons naturais, mas também a evocação de imagens e aromas que nos habituámos a associar a determinadas paisagens… A proposta é abrangente mas não exaustiva, como um passeio descontraído através deste território singular do sudoeste da Europa marcado pelas influências mediterrânica, atlântica e continental, que criam modos de vida distintos e esculpem realidades diferenciadas.
Paisagens convida o ouvinte a explorar repertórios musicais e sonoridades naturais, calcorreando através da imaginação as diversificadas paisagens do nosso país; e a confrontar repertórios conhecidos da música erudita europeia com outros menos explorados, estabelecendo pontes entre eles e apresentando-os sob o ângulo da temática paisagística escolhida. Pretende simultaneamente estimular a contemplação do que o rodeia, a fruição da riqueza sonora que o envolve, e a reflexão sobre a responsabilidade coletiva que temos na preservação ou reabilitação das nossas paisagens. Venha daí!
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A Grande Ilusão vai sublinhar, todas as semanas, as estreias de cinema mais estimulantes, e os autores que, através da sua escrita visual, perpetuam a magia da 7ª Arte. Há também propostas de outras salas, muito em particular, da Cinemateca Portuguesa, e sugestões de livros, DVD’s ou bandas sonoras – a criação à volta do cinema.
O filme de Jean Renoir que escolhemos para intitular este espaço, esse filme que Orson Welles nomeou como aquele que guardaria numa arca para a posteridade, no reverso do seu contexto bélico, designa aqui a poesia do encontro com o grande ecrã.
De segunda a sexta às 8h10, 9h10 e 18h10O Roteiro das Artes é feito todos os dias de semana, a seguir às notícias das 8h e das 9h, e regressa à antena depois das 18h00.
Agenda Cultural
O programa Império dos Sentidos passa a estar disponível em escuta on demand. Para ouvir aqui.