No Grande Auditório desta noite dois grandes sinfonistas – Prokofiev e Brahms -, pela Orquestra da Suíça Romanda que convidou o maestro russo Vasily Petrenko, atual diretor musical da Orquestra Filarmónica Real, e o violoncelista austríaco de origem persa Kian Soltani.
17 fevereiro | 21h00
Grande Auditório
Realização e Apresentação: Reinaldo Francisco
Produção: Susana Valente
Gravação pela Radiotelevisão Suíça
no Victoria Hall, em Genebra
a 5 de Março de 2025
Kian Soltani, violoncelo
Orquestra da Suíça Romanda
Direção de Vasily Petrenko
Programa
Sergei Prokofiev – Sinfonia Concertante para violoncelo e orquestra, Op. 125
Johannes Brahms – Sinfonia nº 1 em Dó menor, Op. 68
Violentamente condenado pelos censores soviéticos pelo seu caráter vanguardista em 1938, o Concerto para Violoncelo de Prokofiev foi profundamente revisto e suavizado cerca de quinze anos depois, na forma de uma Sinfonia Concertante, composta para o jovem Rostropovich, que posteriormente a defenderia com fervor. A obra tornou-se menos agressiva e a parte do violoncelo ganhou lirismo.
Brahms amava tanto a Suíça que a considerava uma segunda pátria, que visitou amiúde durante trinta anos. Compôs diversas obras neste país, e é possível ouvir claramente o eco de um Ranz des Vaches (um tradicional pastor suíço ), provavelmente observado durante as suas caminhadas pelos Alpes, no final da sua Primeira Sinfonia, pouco antes do tema, ligeiramente alterado, da Ode à Alegria de Beethoven .
Mas esses não são os únicos atrativos desta obra, já que é puro Brahms pela sua generosidade e amplitude.