Temporada Gulbenkian Música
16 outubro | 19h00
Grande Auditório
da Fundação Calouste Gulbenkian
Sinfonia nº 2 de Brahms
Juliana Zara, soprano
Orquestra Gulbenkian
Direção de Paweł Kapuła
Programa
Unsuk Chin – Puzzles and Games from Alice in Wonderland
1. Alice – Acrostic
2. If I Never Reach the Garden
3. What a Curious Feeling
4. Curiouser, Curiouser
5. Who in the World Am I?
6. The Tale-Tail of the Mouse
7. Sleep Tight, My Ugly Baby
8. Cat’s Aria
9. Overture
10. Twinkle, Twinkle, Little Star
11. Speak Roughly to Your Little Boy
Johannes Brahms – Sinfonia nº 2, em Ré maior, op. 73
1. Allegro non troppo
2. Adagio non troppo
3. Allegretto grazioso
(quasi andantino)
4. Allegro con spirito
Após uma muito aplaudida passagem pela Gulbenkian Música em 2025, o maestro polaco Paweł Kapuła aplica, desta vez, a sua contagiante energia e a sua inteligência interpretativa à direção da Sinfonia nº 2 de Brahms. Depois de demorar cerca de 14 anos a completar a sua primeira sinfonia, aquele que Schumann declarou ser o sucessor musical de Beethoven produziu, em apenas um ano, a sua segunda investida sinfónica, inspirada por umas férias de verão junto ao lago Wörthersee, na Caríntia austríaca. Terá sido essa paisagem idílica a conduzir o tom luminoso e melodioso da obra.
A abrir o concerto, a obra da aclamada compositora sul-coreana Unsuk Chin condensa as aventuras surreais do clássico de Lewis Carroll numa peça de concerto eletrizante e virtuosística para soprano e orquestra, transitando rapidamente entre texturas delicadas e explosões de pura loucura orquestral, numa recriação do ambiente absurdo do País das Maravilhas.
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Transmissão direta
Apresentação: Pedro Ramos
Produção: Alexandra Louro de Almeida

@ Jorge Carmona / RTP Antena 2
Paweł Kapuła é um dos mais empolgantes maestros da sua geração, sendo aclamado pelas suas emocionantes, frescas e cativantes interpretações e pela excelente técnica de direção. Sem receio de novos desafios, os seus programas e o seu estilo demonstram um elevado nível de criatividade, conduzindo a presenças recorrentes nos palcos internacionais.
Na temporada passada, o maestro polaco estreou-se à frente da BBC National Orchestra of Wales, da NDR Radiophilharmonie Hannover, da Staatsorchester Mainz e da Janáček Philharmonic, e voltou a colaborar com a Filarmónica de Varsóvia, a Sinfónica de Aarhus e a Bodenseephilharmonie Konstanz.
Outros destaques dos últimos anos incluem estreias com a Orquestra Gulbenkian (2025), a Sinfónica de Hamburgo, a Filarmónica do Japão e as Sinfónicas de Xian e Guiyang, na China. Anteriormente, dirigiu a Orquestra do Ulster, a Württembergische Philharmonie Reutlingen, a Orquestra da Ópera de Oslo, a Sinfónica de Basileia, a Meininger Hofkapelle, a Orquestra da Ópera de Gotemburgo e a Filarmónica de Sibiu, entre outras.
Em fevereiro de 2021, Paweł Kapuła foi nomeado Maestro Convidado Principal da Filarmónica da Pomerânia, em Bydgoszcz. A solidez da sua liderança e o refinamento dos seus programas cativaram outras orquestras polacas como a Sinfónica da Rádio Nacional de Katowice, a Filarmónica de Varsóvia ou a Filarmónica de Gdansk. É também um divulgador da música de compositores polacos menos conhecidos, nomeadamente em gravações para a Rádio Nacional Polaca.
Paweł Kapuła teve as suas primeiras aulas de piano aos sete anos de idade. Estudou direção de orquestra com Tadeusz Strugala e Stanislaw Krawczynski na Academia de Música de Cracóvia. Foi finalista premiado no primeiro Concurso de Direção Adam Kopyciński, em Wrocław, em 2013. É licenciado em musicologia pela Universidade Jaguelónica de Cracóvia.

© Dalege
Após o grande sucesso da estreia de Juliana Zara no papel de Lulu, a soprano foi nomeada para o prémio alemão de teatro Der Faust por esta interpretação, e para ‘Cantora do Ano’, pela Opus Klassik, pela sua prestação como Bubikopf na gravação de Der Kaiser von Atlantis de Viktor Ullmann.
No início da temporada de ópera de 2025/26, estreou-se no Theater an der Wien, em Alice in Wonderland de Unsuk Chin. Em concerto, interpretou Woglinde, em O Ouro do Reno, com a Sinfónica de Wuppertal dirigida por Patrick Hahn, e cantou também Puzzles and Games from Alice in Wonderland, de U. Chin, com a Orquestra de Câmara de Munique, dirigida por Enrico Onofri, no Prinzregententheater. Outros destaques incluem a sua estreia no Teatro Real de Copenhaga, em Dialogues des carmélites de Poulenc, e a Sinfonia nº 4 de Mahler, com a Sinfónica de Ann Arbor, dirigida por Earl Lee.
Intérprete apaixonada de música contemporânea, cantou Mysteries of the Macabre, de Ligeti, com a Sinfónica de Wuppertal, e protagonizou as estreias mundiais de Transstimme, de Fabià Santcovsky, na Bienal de Munique, e de Singularity, de Miroslav Srnka, na Ópera Estadual da Baviera. Cantou o papel de Sininho na estreia mundial de Peter Pan, de Frank Schwemmer, com a Filarmónica do Luxemburgo, e interpretou o papel principal na estreia mundial de Girl with the Pearl Earring, de Stefan Wirth, na Ópera de Zurique. De 2021 a 2023, foi membro da companhia do Teatro Estadual de Darmstadt, onde interpretou Olympia, em Os Contos de Hoffmann, e Morgana, em Alcina. De 2019 a 2021, foi membro do Estúdio da Ópera Estadual da Baviera, onde interpretou uma variedade de papéis, incluindo Frasquita (Carmen), Philine (Mignon) e Mercedes (Schön ist die Welt).
Juliana Zara diplomou-se pelo Conservatório de Música de Oberlin e pela Hochschule für Musik Hanns Eisler, em Berlim.

@ Jorge Carmona / Gulbenkian Música
Orquestra Gulbenkian | Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de mais de cinquenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas.
No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. Hannu Lintu é o atual Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian.