Sob o lema Música e Património: Paixões e Provocações, a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, em parceria com a RTP Antena 2, apresenta o VII Festival de Música Dom Fernando Mascarenhas, a 16, 17 e 18 de abril. São dias de festa, dedicados à música e ao património, no Palácio Fronteira, com um programa variado em que colaboram músicos de renome e jovens talentos, além de profissionais da música, unidos pela vontade de desfrutar e de transmitir o amor pelas coisas da cultura.
A RTP Antena 2 transmite em direto os 4 concertos, com apresentação de João Almeida.
No 2º dia, 17 de abril, a programação começa pelas 17h30, com uma Mesa-Redonda, na Sala das Batalhas, subordinada ao tema Dom Fernando Mascarenhas: Vida e Obra, com Maria João Seixas, Cristina Castel-Branco e José Pedro Serra e moderação de João Almeida, da RTP Antena 2
Às 19h00 a partir do Pátio de Entrada, a RTP Antena 2 transmite em direto o Concerto pelo Coro Comtradição, dirigido pelo maestro Rui Teixeira, com o programa O Duelo: Monteverdi e Croce
Programa
Claudio Monteverdi (1567-1643) – Ritornello da ópera L’Orfeo – entrada instrumental
Claudio Monteverdi (1567-1643) – Il combattimento di Tancredi e Clorinda – português
Mário Ribeiro (1898-1966) – E amando-a morrerei
Anónimo (c. 1350) – Lamento di Tristano – Intermezzo instrumental
Giovanni Croce (1557-1609) – Canzon del Cucco e Rossignuolo – português
2 duelos, 2 compositores
No madrigal dramático de Monteverdi, Tancredo, guerreiro cristão, e Clorinda, guerreira muçulmana, enfrentam-se em batalha. Clorinda, velada pela veste de guerreiro, oculta a sua identidade a Tancredo. Morre em combate, para grande sofrimento de Tancredo, que a lamenta numa peça de Mário Ribeiro. Croce, no madrigal cómico O Cuco e o Rouxinol, coloca em oposição estes dois contendores. Exibindo à vez os seus talentos vocais, entre tiradas jocosas e picardias, assistimos à decisão final do juiz… um papagaio, quem mais? O concerto termina com uma celebração de toda a floresta: Viva o Cuco!
O Coro Comtradição é um projeto coral e instrumental, estilísticamente focado na música antiga e tradicional, constituído por mais de 40 cantores, colaborando com frequência com compositores e personalidades especializadas noutras áreas artísticas. Com o intuito de renovar a ligação e interesse do público pela música antiga (particularmente com compositores do primeiro período do barroco e com músicas de raízes tradicionais), os concertos do Coro Comtradição promovem uma estreita relação com outras áreas artísticas como o movimento e a dramatização coral. Através de concertos e projetos artísticos, o coro cria ligações emocionais e culturais, explorando temas universais como a diversidade e as emoções humanas. A adaptação de obras narrativas para a língua portuguesa é uma das formas de tornar a música antiga mais acessível e próxima do público contemporâneo. Desde a sua criação, o coro tem realizado concertos que destacam a riqueza do património musical português e europeu. O seu trabalho reforça o papel da música antiga e tradicional na vida comunitária, contribuindo para a formação de públicos e a preservação cultural.
Rui Teixeira é diretor artístico fundador do Coro Comtradição e presidente da Associação Coral do Comtra. É responsável pela orientação artística, seleção de repertório e preparação musical dos coralistas. Com vasta experiência na direção coral, tem trabalhado ativamente na formação e desenvolvimento de grupos vocais, promovendo repertórios diversificados e desafiantes. Além do seu trabalho com o Coro Comtradição, é professor de formação musical e tem dedicado a sua carreira ao ensino e à direção coral, contribuindo para a valorização da música coral no panorama nacional. Trabalha diariamente com músicos de diferentes faixas etárias, profissionais e não profissionais. É professor no Conservatório de Música D. Dinis e cantor do Coro Gregoriano de Lisboa. Como diretor artístico e maestro, colabora com profissionais de outras áreas, procurando proporcionar ao público e cantores experiências musicais únicas.