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Imagem de Concerto Ensemble Galanterie
Música Ao Vivo 15 abr, 2026, 10:34

Concerto Ensemble Galanterie

VII Festival de Música Dom Fernando Mascarenhas

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Música Ao Vivo 15 abr, 2026, 10:34

Concerto Ensemble Galanterie

VII Festival de Música Dom Fernando Mascarenhas

Sob o lema Música e Património: Paixões e Provocações, a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, em parceria com a RTP Antena 2, apresenta o VII Festival de Música Dom Fernando Mascarenhas, a  16, 17 e 18 de abril. São dias de festa, dedicados à música e ao património, no Palácio Fronteira, com um programa variado em que colaboram músicos de renome e jovens talentos, além de profissionais da música, unidos pela vontade de desfrutar e de transmitir o amor pelas coisas da cultura.
A RTP Antena 2 transmite em direto os 4 concertos, com apresentação de João Almeida.

No 3º dia, sábado 18 de abril, a programação prossegue após o concerto de  Rebeca Csalog, com uma Mesa-Redonda, às 17h30 na Sala das Batalhas, subordinada ao tema Entre Azulejos e Quadros, com José Meco e Alexandra Markl e moderação de João Almeida, da RTP Antena 2.

Às 19h00 a partir da Sala das Batalhas, a RTP Antena 2 transmite em direto o Concerto pelo Ensemble Galanterie, intitulado Galanterie à Versailles: o teatro íntimo das paixões. Na interpretação estão Calebe Barros, barítono, Nuno Mendes, no violino, Hugo Paiva, no violoncelo, e Daniel Oliveira, no cravo.

Programa

Louis-Nicolas Clérambault (1676-1749) – Polyphème, Cantate IVè à voix seule et symphonie

          1. Polyphème inquiet
          2. Ah, rendez-moi votre présence
          3. Mais je l’appelle en vain
          4. Vengez-moi d’un fatal vainqueur
          5. Le terrible fils de Neptune
          6. Amants jaloux rompez vos chaines

Louis-Nicolas Clérambault (1676-1749) – L’Abondance, Sonate pour violon, basse de viole et basse continue

Joseph Bodin de Boismortier (1689 – 1755) – L’Automne, Op. 5

          1. Où suis-je? de quel bruit retentissent les airs?
          2. Chantons, dansons, et qu’on nous verse à boire
          3. Mais profitant des beaux jours de l’Automne
          4. Coule dans nos veines
          5. Quel est donc de mes sens
          6. En vain la plus fière beauté
          7. C’en est fait, à Bacchus

Jean Philippe Rameau (1683-1764) – Thétis

            1. Prélude
            2. Récitatif (Muses, dans vos divins concerts)
            3. Air (Volez, tyrans des airs)
            4. Récitatif (Neptune en ce moment)
            5. Air (Partez, volez, brillants éclairs)
            6. Récitatif (Quel aveugle transport vous guide?)
            7. Air (Beauté qu’un sort heureux destine)

Galanterie à Versailles: o teatro íntimo das paixões
Este programa convida-nos a transpor os portões dourados de Versalhes, mas não necessariamente para a grandiosidade cerimonial da Chambre du Roi sob Luís XIV. Em vez disso, adentramos os salões mais íntimos, os appartements privados e os círculos aristocráticos da Regência e do reinado de Luís XV. É aqui que floresce o Style Galant – uma estética que privilegia a melodia cantável, a elegância refinada e a expressão imediata dos afetos, afastando-se progressivamente da complexidade contrapontística severa do século anterior.
O programa centra-se na Cantata Francesa, um género que o musicólogo James R. Anthony descreveu perfeitamente como “uma ópera em miniatura para a sala de estar”. Nascida do desejo de conciliar a déclamation lírica francesa com o fogo e o virtuosismo da música italiana (os chamados Goûts Réünis), a cantata tornou-se o veículo predileto para a galanterie: histórias mitológicas de amor, triunfo e natureza, contadas com graça e agilidade.

O Mestre da Cantata: Clérambault
Começamos com Louis-Nicolas Clérambault, inquestionavelmente o mestre supremo deste género. Em Polyphème(1710), Clérambault humaniza o ciclope da mitologia. Longe de ser apenas um monstro, Polifemo é aqui um amante rejeitado e sofredor. A obra demonstra a capacidade do compositor em fundir a tradição de Lully com a estrutura italiana de Ária da Capo, permitindo que a voz explore o dramatismo ciumento do gigante apaixonado pela ninfa Galateia. Como contraponto instrumental, ouvimos a sonata L’Abondance. Embora a França tenha resistido inicialmente à sonata (vista como demasiado italiana e agressiva), Clérambault adota-a com um sotaque francês. Aqui, a Abundância não é apenas virtuosidade técnica, mas uma alegoria sonora da generosidade e do “bom gosto” (bon goût) que a corte prezava.

O Charme de Boismortier
Com Joseph Bodin de Boismortier, encontramos a quintessência do estilo galante. Frequentemente subestimado pela sua facilidade prolífica, Boismortier possuía um dom melódico inegável. A cantata L’Automne (do seu Op. 5, Les Quatre Saisons, 1724) celebra os prazeres báquicos. O Outono não é uma estação de melancolia, mas a época das vindimas, do vinho e do amor rústico, temas caros à aristocracia que brincava de pastoralismo nos jardins do Trianon. A escrita é leve, transparente e desenhada para agradar imediatamente ao ouvinte (plaire), o objetivo supremo da arte galante.

O Génio Nascente: Rameau
Encerramos com Jean-Philippe Rameau e a sua cantata de juventude, Thétis. Antes de revolucionar a ópera francesa, Rameau afiou as suas garras dramáticas nestas obras de câmara. Em Thétis, assistimos à disputa entre Neptuno e Júpiter pela mão da ninfa Tétis. A obra é marcada por harmonias audaciosas e uma escrita vocal exigente que prefigura as tempestades orquestrais das suas futuras tragédias líricas. Rameau eleva a galanterie a um nível de sofisticação harmónica superior, onde o galanteio mitológico serve de pretexto para uma música de intensa força retórica. Neste programa, a “Galanterie à Versailles” revela-se não como superficialidade, mas como um código social e estético complexo, onde a música serve de espelho para uma sociedade que buscava a beleza, a clareza e a expressão refinada das paixões humanas.
Calebe Barros

O barítono Calebe Barros distingue-se no panorama musical pela fusão harmoniosa entre a performance vocal e a investigação musicológica. Com uma atividade centrada na revitalização do repertório luso-brasileiro dos séculos XVIII e XIX, bem como na música francesa dos séculos XVII e XVIII, Barros iniciou o seu percurso académico na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa e mais tarde estudou em Paris com o tenor Guy Flechter.
A sua versatilidade em palco é evidenciada por uma galeria de personagens marcantes, onde se incluem protagonistas e papéis de carácter como Eneias (Dido and Aeneas, Purcell), Orfeo (Orfeo ed Euridice, Gluck), Vertigo (Pépito, Offenbach) e Colas (Bastien und Bastienne, Mozart). No repertório português, destacou-se em óperas de António Leal Moreira (como Tarelo em A Vingança da Cigana e Valério em A Saloia Namorada) e de Marcos Portugal (como o Barão em Basculho de Chaminé, e os papéis de Peregrino e Pipo em As Damas Trocadas). O seu vasto repertório abrange mestres como Bach, Boismortier, Charpentier, Händel, Haydn, Lully, Neukomm e Rameau.
Calebe Barros tem se apresentado em Portugal, Países Baixos, Espanha e Reino Unido. Atualmente, mantém uma colaboração estreita e regular com o Americantiga Ensemble e a Orquestra Barroca da Casa de Mateus. Nestas instituições, atua numa dupla vertente de excelência: como solista e como investigador, dedicando-se à edição crítica e preparação de partituras que resultam frequentemente em importantes estreias modernas de obras históricas.

Nuno Mendes nasceu em Lisboa em 1983 e começou a sua atividade musical no ambiente coral aos 5 anos de idade. Com 8 anos iniciou o estudo do violino com o professor Nicolay Lalov e posteriormente com a professora Inês Barata, com quem concluiu o curso profissional de música. Durante este período realizou diversas masterclasses com importantes pedagogos e solistas e apresentou-se pontualmente em concursos, destacando-se o 2º lugar no Concurso de Violino Tomás Borba em 2001.
A partir de 2003 decide dedicar-se exclusivamente ao estudo e interpretação da música antiga, graduando-se em violino barroco com máxima qualificação na ESMUC, Escola Superior de Música da Catalunha, prosseguindo para o mestrado em música antiga, investigação e educação musical na UAB, Universidade Autónoma de Barcelona. Estudou com Marc Destrubèe Emilio Moreno, tendo realizado também diferentes períodos formativos com Chiara Banchini, Enrico Onofri, Manfredo Kraemer e Pablo Valetti.
Como violinista e violista integra diferentes orquestras grupamentos musicais, tais como Divino Sospiro, Músicos do Tejo, La Real Cámara, El Concierto Español, Academia 1750, Vespres d’Arnadi, Orquestra Barroca da Catalunya, Xuriach, entre outros. É também fundador da Orquestra Barroca Guillamí Consort, dedicada à recuperação e interpretação da música antiga portuguesa e espanhola dos séculos XVII e XVIII. Gravou mais de 15 CD’s para diferentes discográficas de prestígio, como Glossa, Brilliant, La Mà de Guido, Naxos, e apresenta-se regularmente nos mais importantes festivais de música antiga de toda a Europa.
Entre os anos 2009 e 2019 compaginou também a sua atividade concertística com a docência, sendo professor e director pedagógico em conservatórios e escolas de música da área metropolitana de Barcelona.
Atualmente reside em Portugal onde exerce uma intensa atividade como intérprete, professor (conservatórios de Mafra e Torres Vedras) e também na área de assessoria de instrumentos musicais de corda (Outra Música). Prepara também a sua tese de doutoramento em música na Universidade de Salamanca, integrando a equipe de investigação de António Ezquerro no CSIC. Foi bolseiro do Centro Nacional da Cultura no projeto Jovens Criadores nos anos 2009 e 2010.

Hugo Paiva iniciou os seus estudos musicais na Escola Profissional Artística do Vale do Ave, na classe de violoncelo de Petia Samardjieva. Teve oportunidade de trabalhar com violoncelistas como Paulo Gaio Lima, Jed Barahal, Pieter Wispelwey, Xavier Gagnepain, Maria de Macedo, Gary Hoffman, Marc Coppey, Claudio Bohórquez, Tsuyoshi Tsutsumi, entre outros. No ano de 2013 conclui a sua licenciatura na Academia Nacional Superior de Orquestra na classe de Paulo Gaio Lima e mais tarde ingressou no MasterConcert na Haute École de Musique de Genève na classe de Daniel Grosgurin/ Ophélie Gaillard e na classe de música de câmara com Gábor Takács-Nagy.
Em junho de 2014 obteve o 3º prémio no Concurso de St. Cecília da Cidade do Porto. Em setembro de 2015 obteve o 3º prémio no Concurso Prémio jovens Músicos – Antena 2 / nível superior de violoncelo; neste mesmo ano grava para o álbum Alvorada de Ophélie Gaillard. No ano de 2015 ingressou na International Menuhin Music Academy (IMMA) sob a direção de Maxim Vengerov, na classe de violoncelo de Pablo de Naveran, na qual fazia parte do Ensemble Menuhin Academy Soloists.
Hugo Paiva apresentou-se em diversos Festivais e importantes salas, como: Istanbul Music Festival, Gstaad Menuhin Festival, Festival du Printemps du Violon PARIS, KKL – Luzern (Suíça), Mozarteum – Salzburg (Áustria), Victoria Hall – Genève (Suíça), Kirchner Cultural Center – Buenos Aires (Argentina), Teatro Las Condes – Santiago (Chile), Casa de la Música – Quito (Equador), Oxford and Cambridge Club – Londres, CCB – Lisboa, Fundação Gulbenkian, Casa da Música – Porto, Palau de La Música (Barcelona).

Daniel Oliveira é licenciado em Órgão e em Cravo pela Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou sob orientação de João Vaz e Ana Mafalda de Castro, respetivamente. Realizou mestrado em Pedagogia do Órgão pela mesma instituição. É ainda licenciado em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa. Tem estudado com diversas personalidades como Graham Barber, Ketil Haugsand, Javier Artigas, L.F. Tagliavini, J.L.G. Uriol, Kristian Olesen e Roberto Fresco.
Apresenta-se frequentemente a solo ou em grupos vocais ou instrumentais, marcando presença em vários festivais de Órgão e de Música Antiga em Portugal e no estrangeiro.
É organista titular dos órgãos históricos da Igreja Matriz de Oeiras e Igreja da Misericórdia em Torres Vedras. É diretor artístico do Ciclo de Órgão de Torres Vedras e do Festival de Música Antiga da mesma cidade.
É professor de órgão, baixo contínuo e harmonia na Escola Artística do Conservatório Nacional e no Conservatório de Música de Torres Vedras.

Imagem de VII Festival de Música Dom Fernando Mascarenhas

VII Festival de Música Dom Fernando Mascarenhas

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