Um concerto antes das finais do PJM em Santa Comba Dão

Um concerto antes das finais do PJM em Santa Comba Dão

Um concerto antes das finais do PJM em Santa Comba Dão

Um concerto antes das finais do PJM em Santa Comba Dão

Dia 23, pelas 19h00, a anteceder as Provas Finais da edição 2026 do Prémio Jovens Músicos, a Casa da Cultura de Santa Comba Dão propõe um concerto de abertura que é transmitido em direto pela RTP Antena 2 numa emissão especial.

Vão estar em palco cinco solistas que, salvo na atuação de Mateus Saldanha, são acompanhados ao piano por Bernardo Soares, professor na ESMAE.

É este o programa deste concerto de abertura:

Sónia Pais | 1.ª Flauta Solo da Orquestra Gulbenkian
Fantasia n.º 1, Op. 54, Vitorino de Almeida

Jacinta Albergaria | Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Canção Marinha, Berta Alves de Sousa

Rafael Mota | Trombone Baixo | Deutsche Oper Berlin
New Orleans, Eugène Bozza

Mateus Saldanha | Guitarra | Laureado do Prémio Jovens Músicos 2023 Categoria Jazz
Dusk in Sandi, Bud Powell
Sure Thing, Bud Powell

Horácio Ferreira | Clarinete | diretor artístico Banda Sinfónica Portuguesa
Sonata Acrílica, Telmo Marques

Diogo Martins | Violoncelo | Laureado do Prémio Jovens Músicos 2023, Categoria Música de Câmara
Que amor me engana, José Afonso, Arr. Diogo Martins
A Morte Saiu à Rua, José Afonso, Arr. Diogo Martins

Biografias

Bernardo Soares, natural de Cascais, é um pianista cuja carreira artística é marcada pela versatilidade. Apresenta-se regularmente em concerto com solistas de renome internacional (como Horácio Ferreira, António Saiote, Aurélien Pascal e Thomas Rüedi) e colaborando regularmente com a Banda Sinfónica Portuguesa e a Orquestra do Festival de Marvão, sob a direção de distintos maestros como Christoph Poppen, Douglas Bostock e Jan Cober. É um dos pianistas acompanhadores mais requisitados em Portugal, com presença assídua em festivais e concursos de prestígio, com destaque para o Prémio Jovens Músicos. Paralelamente, leciona na Academia de Música de Costa Cabral e na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), onde desenvolve um elogiado trabalho de preparação de alunos para a performance. Iniciou o estudo de piano aos cinco anos. Diplomou-se com a mais alta distinção na ESMAE, na classe de Sofia Lourenço, tendo também estudado no Conservatório Nacional. Ao longo do seu percurso, aperfeiçoou-se com prestigiados pianistas como Sequeira Costa, António Rosado e Tânia Achôt.

Diogo Martins é um violoncelista e artista português radicado nos Países Baixos, fascinado pela exploração curiosa e sem preconceitos da música, através da interdisciplinaridade de várias artes.
Em setembro de 2023 estreou o seu projeto a solo original Segunda Voz, a partir da obra de José Afonso, e tem-se apresentado a solo em salas como TivoliVredenburg (Utrecht, Países Baixos) e DeDoelen (Roterdão, Países Baixos), e em festivais como o 4 Corda Cello Festival (Coimbra) e o International Cello Festival Zutphen (Países Baixos). Apresentou-se também a solo com a Orquestra Filarmonia das Beiras em 2017, como vencedor do Concurso Jovem Solista Fundação Lapa do Lobo.
Dando continuidade ao seu trabalho sobre a música de Zeca, em 2026 Diogo realizou a curta-metragem O Avô Cavernoso, desenhada à mão, frame-by-frame. A curta-metragem faz parte da seleção oficial de 2026 do Porto International Music Video Festival (PIMVF).
Diogo Martins formou-se com a nota máxima pela CODARTS Rotterdam, Países Baixos (mestrado), com Joachim Eijlander, e pela Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, Portugal (licenciatura e mestrado), com Miguel Rocha. Iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música e Artes do Dão, e ao longo do seu percurso tem vindo a participar em diversas masterclasses com violoncelistas como Ophélie Gaillard, Xavier Gagnepain, Varoujan Bartikian, Andrew Fuller ou Catherine Strynckx.
É membro fundador do Quartz Quintet, grupo com o qual venceu os 1.º e 2.º prémios no Concurso Folefest 2019 e 2018 (respetivamente) e o 2.º lugar no Prémio Jovens Músicos, Antena 2, em 2021. Com o Quartz Quintet tem-se apresentado em festivais como o 4 Corda Cello Festival e o Festival de Música de Câmara da Madeira, e em auditórios como a Casa da Música (Porto), sendo dedicatário de 3 obras que gravou para o CD Raiz do Som 1.
Diogo Martins colabora frequentemente com o Doelen Ensemble (Países Baixos) e com a Orquestra Filarmónica Portuguesa. Em 2022 foi chefe de naipe na ópera Die Fledermaus, em Berlim (Alemanha), durante a Berlin Opera Academy, e desde 2023 que colabora com a Neue Philharmonie München (Alemanha) e com o FAME’S European Orchestral Performing Institute (Macedónia).

Horácio Ferreira, clarinetista, investigador e empreendedor cultural, a sua carreira tem sido marcada por diferentes formas artísticas. Elogiado pela crítica como “mago do som” (Rheinische Post, DE), “músico extraordinário” (Scherzo, ES) e pelo seu “controlo total do som do instrumento”, “perfeição técnica e invejável sensibilidade estética” (Público, PT), Horácio Ferreira atua internacionalmente como solista e músico de câmara.
Nomeado “Rising Star” pela European Concert Hall Organization (ECHO), apresentou se em salas de prestígio como a Philharmonie de Paris, o Concertgebouw de Amesterdão, o Musikverein de Viena e a Elbphilharmonie de Hamburgo.
Horácio foi Jovem Músico do Ano em 2014, tornando-se e o primeiro clarinetista a vencer as categorias júnior e sénior do Prémio Jovens Músicos. Foi laureado em concursos como o Concours Debussy (Paris), o Prague Spring International Music Competition e o Concurso de Interpretação do Estoril, tendo também vencido o Concurso Internacional J. Pakalnis (Vílnius), o Concurso Terras de La Salette e o Prémio AGEAS Novos Talentos (Porto). Recebeu a Medalha de Mérito do Município de Santa Comba Dão, o Prémio Revelação da Revista Anim’Art e foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
A sua carreira internacional levou-o a percorrer vários países da Europa, bem como China, Brasil, Estados Unidos, Israel e Hong Kong, onde se apresentou como solista com a Orquestra Gulbenkian, Filarmónica Checa, Cologne Chamber Orchestra, Hong Kong Sinfonietta, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Israel Chamber Orchestra, Athens State Orchestra, Orquestra XXI ou a Banda Sinfónica Portuguesa, entre outras.
Horácio Ferreira é professor na Universidade de Aveiro e impulsionador de projetos como o Art’Ventus Quintet, o ensemble ars ad hoc e o projeto 4.1, tendo gravado Cd’s com todas estas formações. Estreou Entre Silêncios para clarinete e orquestra, de Luís Tinoco e gravou para a Rádio France, Rádio Húngara e RDP. É artista Vandoren, tocando com uma boquilha BD5 e palhetas 3.5 V12, é igualmente artista Buffet-Crampon, apresentando-se com um par de clarinetes Tosca. Desde 2018, é assessor artístico do Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM). Recentemente, em 2025, Horácio Ferreira foi nomeado Diretor Artístico da Banda Sinfónica Portuguesa.

Jacinta Albergaria, mezzo-soprano, é membro do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Natural de Carregal do Sal, iniciou os estudos de piano no Conservatório de Música e Artes do Dão, em 2010. Em 2015, ingressou no curso de Canto do mesmo conservatório, onde concluiu o 8.º grau com Luís Rendas Pereira, com quem continua a trabalhar. É licenciada em Música, Canto, pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), na classe de Rui Taveira.
No Concurso Internacional de Música Cidade de Almada, obteve o 1.º prémio na categoria Elementar (2016), o 1.º prémio no Nível I e o Prémio de Interpretação de Canção Portuguesa (2018), bem como o 2.º prémio no Nível II (2020). No Concurso Internacional Cidade do Fundão (2016), recebeu o 1.º prémio no Nível III e o Prémio Revelação. Venceu também o Concurso Solistas Fundação Lapa do Lobo, apresentando-se a solo com a Orquestra Filarmonia das Beiras.
Participou em masterclasses com Sara Braga Simões, Susan Waters, Patricia McMahon, Kelvin Grout, Connie de Jongh, Brigitte Stradiot, Lisa Herger, Brian MacKay e Olena Starikova.
Como solista, interpretou a Missa da Coroação, de Mozart, no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, além de obras como a Petite Messe Solennelle, de Rossini, o Gloria, de Vivaldi, a Misa a Buenos Aires, de Martín Palmeri, a 9.ª Sinfonia, de Beethoven, e a Missa em Ré, de Dvořák. Em ópera, desempenhou os papéis de “Modestina”, em Il Viaggio a Reims, de Rossini, no Centro Cultural de Belém, e de “Margot”, numa produção de Die Lustige Witwe, de Lehár, do Teatro Nacional de São Carlos, palco onde também se apresentou como solista no concerto Il Sacro nella Lirica.
Como coralista, colaborou com o Coro Sinfónico da Casa da Música e com o Ensemble Moços do Coro, integrando, com este último, a produção de L’elisir d’amore, de Donizetti, pela companhia All’Opera. Integra o ensemble feminino Schola Cantorum Colegiada de Cedofeita e colaborou com o Vocal Ensemble no festival Cistermúsica, sob a direção de Vasco Negreiros.

Mateus Saldanha iniciou os estudos de guitarra clássica no Conservatório de Música e Artes do Dão, prosseguindo a sua formação no Conservatório de Música de Coimbra e, posteriormente, na Escola Superior de Música de Lisboa, onde concluiu a licenciatura em Jazz.
Tem desenvolvido uma intensa atividade como guitarrista e compositor, apresentando-se em nome próprio e como sideman em alguns dos principais festivais de jazz nacionais, entre os quais o EDP Cool Jazz, o Festival de Jazz das Caldas da Rainha e o Funchal Jazz. Em 2021 foi distinguido no prestigiado Jarek Śmietana Jazz Guitar Competition, na Polónia, tendo regressado em 2023 para conquistar o 2.º prémio e atuar no Festival Internacional de Jazz de Cracóvia.
Em 2023 foi laureado com o 2.º prémio do Prémio Jovens Músicos, na categoria de Jazz, com o Mateus Saldanha Organ Trio. Tem colaborado com alguns dos mais destacados músicos do panorama jazzístico português, entre os quais Ricardo Toscano, João Moreira, Nelson Cascais, Filipe Melo, Alexandre Frazão e Romeu Tristão. Em 2026 editou o seu álbum de estreia, Troubles, afirmando-se como um dos mais promissores guitarristas da nova geração do jazz português.

Rafael Mósca Mota iniciou a sua formação musical na Filarmónica de Santa Comba Dão, prosseguindo os estudos no Conservatório de Música e Artes do Dão e na Escola Profissional de Música de Espinho. É licenciado em Trombone pela Universität der Künste Berlin, onde frequenta atualmente o Mestrado em Instrumentista Solista.
Desde 2024 integra a Deutsche Oper Berlin como Wechselposaune, após ter desempenhado funções de 2.º trombone na temporada 2023/24. Colabora regularmente, como músico convidado, com algumas das mais prestigiadas orquestras alemãs, entre as quais a Berliner Philharmoniker, a Deutsches Symphonie Orchester Berlin, a Staatskapelle Berlin, a Komische Oper Berlin, a Konzerthausorchester Berlin e a Philharmonisches Staatsorchester Hamburg. Desenvolve igualmente atividade na área da música de câmara, integrando formações como o Lietze Posaunenquartett e o Outslider Quartet.
Ao longo do seu percurso trabalhou sob a direção de maestros como Kirill Petrenko, Daniel Harding, Tugan Sokhiev, Jean Marc Burfin, Pedro Neves, Cesário Costa, Jan Wierzba e Luís Carvalho, entre outros. Desde 2013 participou regularmente nos estágios orquestrais realizados no âmbito do Concurso de Solistas da Fundação Lapa do Lobo, integrando a Orquestra Filarmonia das Beiras, contribuindo para a sua formação orquestral desde muito jovem.

Sónia Oliveira Pais (n. 1998) é flautista solo co-principal da Orquestra Gulbenkian. Concluiu, em 2026, o Mestrado em Performance na Hochschule für Musik und Theater München, na classe de Andrea Lieberknecht, obtendo a classificação máxima.
Ao longo do seu percurso, colaborou como convidada com a Staatsoper Stuttgart, a Orchester des Staatstheaters am Gärtnerplatz (contrato temporário na temporada 2024/2025), a Augsburger Philharmoniker, a Dresdner Philharmonie, a Mariinsky Theatre Orchestra e a Orquestra Clássica de Espinho. Integrou igualmente diversas orquestras jovens de referência, entre as quais a Junge Deutsche Philharmonie, a Gustav Mahler Academy, a Tchaikovsky International Youth Orchestra Ekaterinburg e a Orquesta Joven de la Sinfónica de Galicia.
Foi academista da Mendelssohn-Orchesterakademie, academia da Gewandhausorchester zu Leipzig, na temporada 2021/2022. Durante esse período participou na gravação, para a Deutsche Grammophon, das Sinfonias n.os 8 e 9 de Schubert, sob a direção de Herbert Blomstedt.
Paralelamente à sua atividade orquestral, dedica-se à música de câmara, tendo sido uma das artistas convidadas da 11.ª edição do Festival Internacional de Música de Marvão (2025), bem como à atividade solística, apresentando-se como solista com a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Clássica da Madeira e a Orquestra Clássica de Espinho.
Dos concursos nacionais e internacionais em que participou, destacam-se o 1.º Prémio e o Prémio Excelência na categoria A do Concurso Internacional de Música de Gondomar, bem como o 3.º Prémio no Tampere Flute Fest – Piccolo Orchestral Competition, na Finlândia.
Iniciou os seus estudos musicais aos sete anos de idade na Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias, em Santa Comba Dão. Prosseguiu a sua formação no Conservatório de Música e Artes do Dão e, posteriormente, na Escola Profissional de Música de Espinho, sob a orientação de Paulo Barros. Em 2017 foi admitida na Hochschule für Musik Hanns Eisler Berlin, na classe de Benoît Fromanger, onde concluiu a Licenciatura, com especialização em Orquestra e Ensino. Durante este período foi bolseira da Lucia-Loeser-Stipendium, bolsa atribuída por mérito artístico.
No ano letivo de 2026/2027 frequentará o Diploma Artístico da Escola Superior de Música Reina Sofía, em Madrid, sob a orientação de Jacques Zoon.
É professora de flauta transversal na Escola de Música do Colégio Moderno.